Comércio exterior fluminense alcança maior valor histórico com US$ 72,4 bilhões em 2024

Segundo a Firjan, o Rio de Janeiro registrou em 2024 o maior valor histórico na corrente de comércio, com US$ 72,4 bilhões, e superávit de US$ 17 bilhões nas operações.

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Imagem: Nobrudrone

O estado do Rio de Janeiro atingiu, em 2024, o maior valor histórico em sua corrente de comércio, que somou US$ 72,4 bilhões, segundo dados divulgados pela Firjan Internacional no boletim Rio Exporta 2024. O volume representa o maior patamar desde o início da série histórica, em 1996, e inclui um superávit de US$ 17 bilhões, com exportações de US$ 44,7 bilhões e importações de US$ 27,7 bilhões.

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O desempenho foi impulsionado por um crescimento constante da internacionalização das empresas fluminenses. “Esse é um resultado positivo da atuação mais competitiva do estado no comércio exterior”, avaliou Rodrigo Santiago, presidente do Conselho Empresarial de Relações Internacionais da Firjan.

Apesar do recorde, as exportações totais do Rio recuaram 3% em relação a 2023, reflexo da leve queda no volume exportado pelo setor de petróleo e gás natural, que representa 79% das vendas externas do estado e totalizou US$ 35,3 bilhões. Segundo Giorgio Rossi, gerente da Firjan Internacional, “é uma commodity fortemente influenciada pelo preço internacional, que operou abaixo da média dos últimos dois anos”.

Na contramão, houve crescimento de 15% nas exportações de produtos químicos, com destaque para polímeros de etileno, propileno e estireno, que somaram US$ 128 milhões, alta de 26%.

Do lado das importações, o estado registrou alta de 7% em comparação a 2023, com crescimento expressivo de 28% na indústria de máquinas e equipamentos, que totalizou US$ 3 bilhões. “Esses produtos de alto valor agregado indicam que o setor produtivo fluminense está se modernizando”, analisou Rossi.

Mercado de petróleo e variações regionais
As exportações de petróleo, mesmo com leve queda de 2%, continuam a ser o pilar do comércio exterior fluminense. A China permanece como o principal destino, com US$ 15,6 bilhões (queda de 9%), seguida pela Espanha, que apresentou aumento de 59%, alcançando US$ 4,3 bilhões. As importações de petróleo recuaram 3%, com a Arábia Saudita mantendo-se como principal fornecedora.

Fora do setor petrolífero, houve recuo de 5% nas exportações, puxado pela diminuição de vendas para países latino-americanos como México, Chile e Colômbia. Em contrapartida, os embarques para a Ásia cresceram 28%, com destaque para Singapura, que teve aumento de 43%.

O setor automotivo também se destacou: houve aumento de 13% nas exportações de veículos de carga para o Chile e de 16% nas de automóveis para a Argentina.

Importações além do petróleo
As importações exclusive petróleo somaram US$ 25 bilhões, 8% a mais que em 2023. O bloco comercial USMCA, que reúne Estados Unidos, México e Canadá, manteve-se como principal origem dessas importações, com destaque para os EUA e o México. Do território norte-americano, cresceram 33% as importações de partes de motores e turbinas para aviação, enquanto as de peças automotivas do México subiram 34%.

Segundo Rossi, “há uma forte sinergia entre as indústrias instaladas nos dois países, e o México é um parceiro tradicional do estado do Rio na cadeia automotiva”.

Acesse o boletim completo: www.firjan.com.br/rioexporta

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