Complexo Penitenciário de Gericinó terá usina de transformação de lixo em energia limpa

Com 27 mil homens e mulheres cumprindo penas de reclusão, o Complexo produz 400 toneladas de lixo mensalmente

Vista do Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu | Foto: Reprodução/TV Globo

O Governo do Estado do Rio de Janeiro, através da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), publicou um Termo de Cooperação Técnica entre a pasta e a Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico do Estado (Agenersa), para transformar o Complexo Penitenciário de Gericinó no primeiro conjunto de presídios sustentável do Brasil, com a construção de uma Usina de Recuperação Energética (URE) de Biodigestão, destinada à transformação de lixo em energia limpa.

Com o funcionamento da usina, grande parte dos resíduos gerados no Complexo de Gericinó serão processados no próprio local, possibilitando a venda do biogás e do biometano ali produzidos. Os recursos provenientes das transações serão totalmente destinados à Seap por meio do fundo penitenciário Funesp. Além disso, a implementação da unidade permitirá que os presos trabalhem nas várias etapas da produção da bionergia, desenvolvendo novas habilidades profissionais.

Com 27 mil homens e mulheres cumprindo pena de reclusão em diversos regimes, o Complexo de Gericinó produz 400 toneladas de lixo mensalmente. Para que o Complexo seja totalmente sustentável, a Usina de Recuperação Energética receberá ainda os resíduos gerados pelo sistema de esgoto – que está sendo reestruturado pelo Consórcio Zona Oeste Mais -, que, através de um complexo processo, será convertido em biogás.

A URE vai gerar um total de 720 mil KWh anualmente, energia equivalente ao consumo de 300 residências. A unidade, que funcionará de forma industrial, será responsável pela retirada de toneladas de lixo dos aterros sanitários do Rio de Janeiro.

As informações são da rádio Tupi.

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