Conheça praias cariocas que foram extintas

Até o fim do século XIX, a cidade do Rio de Janeiro era cercada de praias. Em todas as regiões

Antiga Praia de Santa Luzia, no Centro

Até o fim do século XIX, a cidade do Rio de Janeiro era cercada de praias. Em todas as regiões. No entanto, surgiram os aterros para que a cidade “ganhasse chão” e construções fossem erguidas e muitas dessas faixas de areia banhadas pelo mar sumiram. Nesse texto, o DIÁRIO DO RIO aponta algumas.

Praia de Santa Luzia

Praia de Santa Luzia

Essa praia ficava em frente à igreja que tem o mesmo nome. Além do templo religioso também foi construída na extinta praia a Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro, fundada em meados do século XVI e em funcionamento até hoje no mesmo local, que na época era uma região considerada isolada, devido ao Morro do Castelo.

No início do século XX, a praia de Santa Luzia era uma opção de lazer para a população carioca. Porém, em 1905, o prefeito Pereira Passos mandou construir no local garagens para os barcos dos clubes de remo. Foi o início da descaracterização do espaço.

Em 1922, com a derrubada do Morro do Castelo, foi construída a Esplanada do Castelo, mas ainda era possível nadar na praia de Santa Luzia, mesmo com a diminuição da faixa de areia. Na década de 1940, a ampliação do aterro para a construção do Aeroporto Santos Dumont eliminou o que restava da praia.

Praia da Gamboa

Praia da Gamboa

Nessa região, uma das principais atividades era a pesca. A Praia da Gamboa era vizinha da Praia da Saúde. Naquele local havia pescadores profissionais e moradores das proximidades que ali armavam “gamboas” – pequena represas com intuito de capturar peixes. Daí veio a origem do nome.

A construção do porto do Rio de Janeiro, no século XX, necessitou de uma vasta quantidade de aterro que acabou escondendo a Praia da Gamboa. Em cima desses aterros foram erguidas enormes edificações, conhecidas como trapiches ou grandes armazéns e depósitos.

Os cenários naturais e originais desapareceram, as atividades de pesca que então existiam também sumiram. Os aspectos econômicos e culturais do local mudaram. Assim o bairro foi bastante descaracterizado, mergulhando então nas feições de uma zona portuária.

Outras praias que desapareceram

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Além dessas duas praias citadas, outras do centro da Cidade Maravilhosa também foram extintas. Desapareceu a Praia da Ajuda por conta de aterros em frente à Cinelândia. A Praia Dom Manuel e Praia do Peixe, que ficavam uma de cada lado da Praça XV, bem como a própria praia em frente a Praça XV, que chegava próxima à Rua Primeiro de Março no início da colonização, também deixaram de existir.

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Entre a Praça XV e Praça Mauá, tudo era uma faixa de praia, chamada de Prainha. Existiu também (como citado no texto que fala da Praia da Gamboa) a praia do bairro da Saúde. Outros bairros que hoje compõem a zona portuária da cidade também perderam suas praias ou enseadas, caso de São Cristóvão, por exemplo.

Onde hoje fica o Hotel Glória havia uma praia. A Praia do Russel, era praticamente uma praia particular, que levou o nome de seu “dono”. O engenheiro, filho de ingleses, João Frederico Russel. Ele viva isolado na faixa de areia e mar.

Alguns historiadores e pesquisadores apontam que a região do porto do Rio tinha cenários pitorescos, mas que ações como as que levaram aos aterros dessas áreas se faziam necessárias na época para o desenvolvimento da cidade. A forma como foram feitas é que são discutíveis.

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6 COMENTÁRIOS

  1. História resumida; ajudando e encima do comentário do Sr.Jorge Luiz; de Ramos indo para Penha (mercado São Sebastião) existia praia não recomendo o nome.

  2. Seria interessante nessa reportagem, as imagens do antes e depois, pra gente ter uma noção melhor do que era o rio de Janeiro a um ou dois séculos atrás

  3. Parabéns pelo artigo.

    Esse jornal se tornou meu favorito por conta dessas notícias focadas tanto no estado atual quanto na história do Rio.

    Sucesso ao escritor e ao jornal.

  4. Toda ação é discutível. No entanto, a evolução da vida atual, com aquela região deixando de ser residencial e se tornando comercial, eliminou a necessidade de praias, que são basicamente recreativas.

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