Consórcio Rio + Verde vence licitação de revitalização do Jardim de Alah, no Leblon

O investimento estimado do vencedor é de R$ 112,6 milhões para a recuperação de jardins, implantação de ciclovias e outras melhorias; a empresa perdedora ofereceu mais dinheiro à Prefeitura, mas apresentou solução arquitetônica e urbanística inferior

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Canal do Jardim de Alah • Foto: Rafa Pereira, Diário do Rio

O Consórcio Rio + Verde foi o vencedor da licitação da Parceria Público Privada (PPP) para administrar o Jardim de Alah, no Leblon, na Zona Sul do Rio de Janeiro, pelos próximos 35 anos. A Comissão de Licitação da Companhia Carioca de Parcerias e Investimentos (CCPAR) anunciou o resultado nesta sexta-feira (21/07), após avaliar as propostas de três empresas concorrentes: o Consórcio Rio + Verde, o Consórcio Novo Jardim de Alah e a empresa Duchamp Administradora de Centros Comerciais.

Com 276,01 pontos, o Consórcio Rio + Verde classificou-se em primeiro lugar na licitação, seguido pela Duchamp com 236,14 pontos e o Novo Jardim de Alah com 207,32 pontos. No entanto, o resultado ainda não foi homologado, pois a Duchamp planeja recorrer da decisão da Comissão de Licitação. Conforme a legislação, um recurso pode ser apresentado em até cinco dias úteis.

O investimento estimado do vencedor é de R$ 112,6 milhões para a recuperação de jardins, implantação de ciclovias e outras melhorias. No primeiro ano, serão destinados R$ 67,5 milhões para a reurbanização do espaço. Em contrapartida, o novo administrador terá o direito de explorar comercialmente a área, seja por meio de quiosques ou outros pontos comerciais. O formato final do projeto será detalhado pelo vencedor da licitação.

O Consórcio Rio + Verde é composto pelas empresas Accioly Participações, DC-Set, Opy e Púrpura, enquanto o Consórcio Novo Jardim de Alah é formado pela Magus Sgg e a Dream Factory. A empresa Duchamp Administradora de Centros Comerciais – que apelará do resultado – concorreu individualmente, e tem à frente o empresário Wilson Borges, famoso por atuar em negociações com o setor público. É de uma de suas empresas o grande complexo que foi sede do Bradesco, no Rio Comprido, e está alugado agora ao Governo do Estado.

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Entretanto, mesmo após a oficialização do resultado no Diário Oficial, o prazo para assinatura do contrato ainda não foi determinado devido a questões judiciais. Moradores do bairro movem uma ação na Justiça alegando que a remodelação do Jardim de Alah afetaria a área tombada e descaracterizaria o parque. A liminar concedida pela juíza Alessandra Tufvesson Peixoto, da 8ª Vara de Fazenda Pública, permitiu a continuidade do certame, mas impede a declaração oficial do vencedor da concorrência.

O Jardim de Alah, projetado em estilo art déco pelo urbanista francês Alfred Agache e construído em 1938, enfrentou ao longo dos anos diversos problemas de deterioração e abandono, deixando de ser uma área de lazer frequentada por famílias nas décadas de 1950 e 1960. A última grande reforma ocorreu em 2003, na gestão de César Maia, mas o local continuou se deteriorando. O espaço também serviu como canteiro de obras para a implantação da linha 4 do Metrô, inaugurada em 2016.

A área concedida à iniciativa privada abrange 93,6 mil metros quadrados e inclui as três praças que formam o Jardim de Alah: Almirante Saldanha, Grécia e Paul Claudel. A licitação foi decidida por técnica e preço, onde a solução urbanística e arquitetônica proposta pelos concorrentes para modernizar o Jardim de Alah teve peso de 70% na nota final de classificação. O critério preço representou 30% da avaliação, com a melhor proposta neste quesito sendo oferecida pela Duchamp, que pagaria R$ 30 milhões à prefeitura. O Consórcio Rio + Verde ficou em segundo lugar com R$ 18 milhões, e o Consórcio Novo Jardim de Alah fez a proposta mais baixa de R$ 4 milhões como valor de outorga.

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