Copacabana, Flamengo, Botafogo e Tijuca registram aumento na venda de imóveis de janeiro a abril

Foram vendidas 2.925 unidades residenciais na cidade, 17% a menos em relação a abril de 2021 e 10% abaixo do resultado de março de 2022; porém, houve alta nestes bairros e também no Itanhangá e no Méier

Praia de Botafogo, Rio de Janeiro | Foto: Rafa Pereira - Diário do Rio

O levantamento mensal realizado pela plataforma imobiliária HomeHub identificou que as vendas de imóveis na cidade do Rio de Janeiro registraram um recuo no mês de abril, no comparativo aos meses de março de 2022 e de abril de 2021, em diversos bairros. Todavia, houve um crescimento relevante de vendas em Copacabana, Flamengo, Botafogo e Tijuca, entre outros bairros. A pesquisa da HomeHub tomou como referência os dados oficiais de arrecadação de Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) da Prefeitura da cidade, analisando somente imóveis residenciais. Na amostram foram analisados 27 bairros do Rio, totalizando 84% do Valor Geral de Vendas (VGV) da cidade.

Em abril, foram vendidos na cidade inteira 2.925 unidades residenciais, o que representa um recuo de 17% em relação a abril do ano passado e 10% abaixo de março de 2022. No acumulado de janeiro a abril e, em análise comparativa a 2021, também foi identificada uma tendência de queda de 10% no número de unidades vendidas: 11.768, em 2022; e 13.082, em 2021. Em relação ao Valor Geral de Vendas, o acumulado de janeiro a abril registrou o valor de R$ 8,5 bilhões, resultado 13% abaixo do atingido no mesmo período de 2021.

Apesar dos resultados negativos descritos na maioria dos bairros, o mês de abril apresentou outros indicadores favoráveis. O desempenho de abril de 2022, foi o segundo melhor deste mês no que diz respeito ao volume de vendas e às unidades vendidas nos últimos cinco anos.

Segundo Fred Judice Araújo, economista e cofundador da HomeHub, um dos fatores da desaceleração do mercado imobiliário da cidade foram as altas taxas de juros, como taxa Selic, que subiu de 11,75% para 12,75% ao ano, o maior crescimento desde fevereiro de 2017.

“O que vimos até aqui no ano de 2022, foi uma desaceleração do mercado imobiliário residencial do Rio de Janeiro, o que já era esperado em função do menor crescimento econômico e da alta das taxas de juros. Além disso, a base de comparação do ano passado é alta, dada a demanda represada no período da pandemia e o forte movimento de compra de imóveis residenciais observado desde o segundo semestre de 2020, até o final do ano passado”, analisou o economista.

Dos 27 bairros analisados pela HomeHub, também Itanhangá e Méier registraram um aumento na venda de imóveis de janeiro a abril de 2022, em comparação a 2021. Os destaques mais negativos ficaram por conta dos bairros Grajaú e Catete, que registram recuo nas vendas de unidades.

O constante sucesso de vendas que temos tido em Copacabana é que enseja a abertura de nossa filial no bairro. Ainda trabalhando de longe, conseguimos vender muitos imóveis na região nos últimos meses“, disse ao DIÁRIO o diretor da filial da Sergio Castro Imóveis em Copacabana, André Cyranka. A nova loja da tradicional imobiliária está em obras e com inauguração prevista para fim de Julho. “São 130m2, com uma decoração esmerada e uma localização muito boa, na rua Constante Ramos junto à Avenida Copacabana“, completa. O corretor destaca que antes mesmo da abertura da loja, a empresa já finalizou a venda do Hotel Merlin, com 160 quartos, na Princesa Isabel, e da antiga loja do Café del Mar, na Avenida Atlântica.

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1 COMENTÁRIO

  1. Porque não construir prédios mais altos para comportar o maior número de passo as, isso também serve para as empresas se instalarem.

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