Coruja-buraqueira é libertada no Parque Estadual da Lagoa do Açu, no Norte Fluminense

A coruja-buraqueira é conhecida por esse nome, por viver em buracos cavados no solo. A ave de rapina vive em média nove anos

Coruja resgatada no Heliporto Farol de São Thomé, em Campos / Divulgação

O Parque Estadual da Lagoa do Açu (PELAG), no Norte Fluminense, foi o palco da soltura de uma coruja-buraqueira (Athene cunicularia), que havia sido resgatada pela equipe da PELAG no Heliporto Farol de São Thomé, em Campos dos Goytacazes. A ave estava em período de observação, tendo sido liberada para a soltura, no último dia 26.

“Após a captura e análise das condições do animal, foram verificadas boas condições físicas e de saúde, sendo encaminhado para a soltura em área mais isolada no entorno da unidade de conservação”, explicou Heron Costa, gestor do parque administrado pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea).

O presidente do Inea, Philipe Campello, afirmou que a instituição está sempre pronta para prestar auxílio a qualquer espécie que esteja em perigo, com o compromisso de devolvê-las ao seu habitat natural.

“Nossa equipe está sempre de prontidão para atender qualquer solicitação de apoio em prol dos nossos patrimônios ambientais fluminenses As instituições do Estado do Rio estão cientes disso. É a partir dessa relação de confiança que conseguimos realizar nosso trabalho de forma exitosa”, disse Philipe Campello.

Como a vegetação de restinga é um dos habitats da coruja-buraqueira, a equipe do Parque decidiu libertar a coruja na região, que tem uma área de restinga bem preservada. A coruja-buraqueira é conhecida por esse nome, por viver em buracos cavados no solo. A ave, que vive em média nove anos, está presente desde o sul do Canadá até o sul da Argentina, inclusive em todo o Brasil.

Criado em 2012 e localizado no litoral da Região Norte do Rio, o Parque Estadual da Lagoa do Açu conta com uma área de 8.276,67 hectares, sendo um dos mais ricos e bem preservados remanescentes de vegetação de restinga do Estado. O parque, que abriga duas lagoas, tem como missão preservar a fauna e a flora da vegetação de restinga do Estado do Rio de Janeiro.

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