Crítica: Um tio quase perfeito – uma comédia nacional que não trata o telespectador como irracional

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Um tio quase perfeito capa Crítica: Um tio quase perfeito - uma comédia nacional que não trata o telespectador como irracional

Perdoem-me a franqueza do título, mas depois de uma leva de comédias nacionais medíocres que dialogam com o telespectador como se ele não tivesse absoluta capacidade de pensar (cof, cof, Leandro Hassum e Cia), fui ao cinema assistir a ‘Um tio quase perfeito’ com os dois pés, as duas mãos e o corpo todo atrás.

Claro que não se trata da mais nova obra prima do mercado cinematográfico nem estamos presenciando o nascimento de nenhum Charles Chaplin da vida, mas o fato de sermos tratados com o mínimo de decência já é algo para se respirar aliviada.

No longa, Marcus Majella interpreta Tony, um tio pra lá de trambiqueiro que ganha a vida com bicos de estátua viva, falso pastor e aplicando golpes “inocentes” por aí.

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O bonachão conta com a ajuda da mãe Cecília (a sempre ótima Ana Lucia Torre) para enganar a irmã Ângela (Letícia Isnard) quando essa precisa de alguém para tomar conta de seus filhos Patrícia (Jullia Svacinna), um pouco severa e nerd demais e que é uma espécie de segunda mãe para os outros dois irmãos – qualquer semelhança com a personagem Hermione do Harry Potter não é mera coincidência -, João (João Barreto) e a pequena e ‘sincerona’ Valentina (Sofia Barros).

O enredo é uma cópia quase fiel a ‘Quem vê cara não vê coração’(1989) de John Hughes com algumas boas referências de ‘Uma babá quase perfeita’ (1993), a começar pelo título, mas com piadas que só brasileiros conseguiriam entender e se deliciar como a historinha do BOPE.

um tio quase perfeito ana lucia torre1 Crítica: Um tio quase perfeito - uma comédia nacional que não trata o telespectador como irracional

Piadas essas que passam ilesas para a maioria das crianças que lotam as salas, mas que não passam despercebidas pelos adultos, ou seja, no final fica todo mundo satisfeito.

A trilha sonora que é uma delícia, embora seja quase toda internacional, torna o filme mais agradável de ver e o carisma de Majella, que sobra em Paulo Gustavo e Cacau Protássio e que falta em Samantha Schmütz (a comédia com a atriz ‘To ryca’ também foi dirigida por Pedro Antonio), aliados ao bom roteiro de Leandro Muniz, Sabrina Garcia, Rodrigo Goulart foram elementos essenciais para deslanchar na bilheteria.

Que venham outras boas produções nacionais de comédia e que não nos acomodemos nunca, jamais, em tempo algum, com qualquer coisa meia boca produzida apenas para angariar dinheiro e com zero cultura.

Direção: Pedro Antonio
Elenco: Marcus Majella, Ana Lucia Torre, Letícia Isnard, Eduardo Galvão.
Coprodução: Morena Filmes, Sony Pictures e Globo Filmes
Produtor: Mariza Leão, Erica Iootty
Roteiro: Leandro Muniz, Sabrina Garcia, Rodrigo Goulart.

 

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Carioca, apaixonada por cinema, gastronomia, viagens, livros e sua família. Troca qualquer balada por uma sessão de cinema e adora o gênero drama, pois assim consegue se esquecer dos seus próprios. Se emociona em todas as aberturas dos filmes (até os do Adam Sandler. Mentira!) Administra a página @oquefazernorio no Instagram e Youtube e a página @ondecomernorio com dicas gastronômicas da Cidade Maravilhosa!
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