Das gôndolas ao imbróglio judicial: a história do Jardim de Alah

Antes de ser Jardim de Alah, o local foi chamado por três outros nomes: Praça Grécia, Praça Couto Abel e Praça Saldanha da Gama

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O famoso canal e toda a área verde em seu entorno, ali entre Ipanema e Leblon, tem um passado de bonitas memórias. Antes de ser Jardim de Alah, o local já foi chamado por três nomes diferentes: Praça Grécia, Praça Couto Abel e Praça Saldanha da Gama.

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O nome passou a ser Jardim de Alah depois que os jardins da área ficaram totalmente prontos, além da inspiração em um famoso filme da época ‘O Jardim de Alá’, lançado em 1936”, pontua o historiador Maurício Santos.

Os jardins ficaram prontos em 1938. O projeto foi baseado no trabalho do arquiteto francês Alfredo Agache para outros jardins; Agache também trouxe para o Brasil um outro importante plano urbanístico, que acabou implementado em parte na região Central do Rio, no Brasil getulista . O responsável pela obra no Jardim de Alah foi o brasileiro David Xavier de Azambuja.

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Anos 1950 Das gôndolas ao imbróglio judicial: a história do Jardim de Alah
Anos 1950

O Canal, em si, que ligava a Lagoa Rodrigo de Freitas à praia de Ipanema é anterior ao Jardim. Ele foi construído na década de 1920, no intuito de deixar as águas da Lagoa mais salubres e evitar enchentes, trazendo também oxigênio.

Pouca gente sabe, mas décadas atrás existiam gôndolas [como as de Veneza] que levavam pessoas através do canal até à Lagoa Rodrigo de Freitas”, pontuou o historiador Milton Teixeira à Rádio.

G%C3%B4ndulas no Jardim Das gôndolas ao imbróglio judicial: a história do Jardim de Alah
Gôndolas no Canal

Além disso, entre 1950 e 1960 era possível alugar pedalinhos para se navegar pelo Canal, apreciando a vista do Jardim.

Em dezembro de 2003, durante a prefeitura de César Maia, o Jardim de Alah passou por uma grande reforma, pois estava em péssimo estado de conservação.

A construção da Linha 4 do metrô, que tem a estação Jardim de Alah, ajudou, e muito, para que o local ficasse mais acessível e agradável, e também mais frequentado, apesar dos problemas decorrentes da favelização da Cruzada de São Sebastião, conjunto habitacional fronteiriço ao jardim, que hoje tem até moradores de rua residindo embaixo de uma das pontes que atravessam o canal.

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Contudo, anos depois os problemas de má conservação voltaram e hoje em dia, o Jardim de Alah está longe do melhor estado físico, se tornando menos atrativo do que deveria ser, razão pela qual a prefeitura decidiu concedê-lo à iniciativa privada, numa polêmica concorrência que deixou os vizinhos em pé de guerra e teve diversos projetos competindo para levar a gestão privada do parque.

Entrada do Metr%C3%B4 Das gôndolas ao imbróglio judicial: a história do Jardim de Alah
Metrô

A concessão foi até mesmo assinada com a empresa que ganhou o concurso. Mas um pedido de anulação da concessão foi feito pela Duchamp Administrações de Centros Comerciais, que ficou em 2º lugar no certame, apesar de ter feito a maior proposta financeira. E foi atendido recentemente pela justiça, que por hora paralisou todo o processo.

Eles já tinham entrado com uma ação na Comissão de Licitação da Prefeitura do Rio, que negou o recurso. Na ação no Judiário a Duchamp alega que o consórcio vencedor não comprovou a sua qualificação técnico-operacional para gerir o espaço e, portanto, teria descumprido as regras do edital e da lei de licitações. A Duchamp afirmou ainda que a Rio + Verde não apresentou atestados de experiência na administração de empreendimentos de uso público. Os advogados que defendem a empresa são um time que incluem os escritórios Sergio Bermudes, Fux Advogados, TCMB e Salomão advogados.

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