Alguns atores e atrizes no Brasil cometem infelicidades quando percebem que suas carreiras que na verdade sempre foram medíocres, começam seguem velozmente ladeira abaixo. Neste momento, em busca da última esperança de conseguir voltar a brilhar, os ditos artistas submetem-se a qualquer coisa, aceitam qualquer “trabalho” e se prestam aos que conhecemos como papéis miseráveis. Vez por outra vemos artistas em decadência, humoristas inclusive que nunca conseguiram arrancar meia dúzia de gargalhadas, participando de programas como reality shows idiotas ou jogos de adivinhações em programas dominicais. É o que a eles, esquecidos pela fama graças ao talento de que fato nunca tiveram, lhes restou.



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Analiso a participação de Fábio Porchat, Gregório Duvivier e outros artistas decadentes no especial de Natal da Netflix (sistema de exibição de conteúdo por streaming) como a última cartada para saírem do anonimato já que ambos e o restante do elenco do grupo humorístico “Porta dos Fundos” há muito fazem humor apelativo e as vezes pornográfico em troca de uns risinhos de uma audiência não muito qualificada.

Quanto a Netflix, faltou a meu sentir um melhor conhecimento do mercado brasileiro que tem lhes dado tanto lucro assistindo seus conteúdos, a maioria “trash”. O Brasil é um País de maioria Cristã. Católicos, Evangélicos e até mesmo muitos que não tem confissão religiosa espantaram-se e indignaram-se com o péssimo gosto da Netflix e consideraram a produção como indevida, desrespeitosa e um afronta a importância de Jesus Cristo no contexto Bíblico.

Não se faz escárnio de figuras religiosas. Da mesma maneira que tempos atrás um Pastor da Igreja Universal foi severamente criticado quando chutou uma imagem de Nossa Senhora Aparecida, de grande importância para os Católicos, dessa vez, os atores do Porta dos Fundos e a própria Netflix estão sendo criticados, possivelmente processados e atacados pelos Cristãos pelo indevido deboche com a mais importante e central figura do Cristianismo, o próprio Jesus.

Novamente nos relembremos de nossa Assembléia Constituinte, que temendo um retorno da ditadura “liberou geral”, tudo passou a ser permitido, qualquer tipo de controle de conteúdo passou a ser visto como censura e seus defensores verdadeiros párias. O resultado é este que vemos. Chuta-se uma imagem sagrada para os Católicos, espancam-se uma freqüentadora do Candomblé, destrói-se “terreiros” de religiões de matriz africana, coloca-se o Cristo Redentor mendigo no desfile da Escola de Samba e por fim, para fechar com chave de ouro os absurdos, produz-se um vídeo onde Jesus Cristo é gay. Pobre Brasil.

Certamente ações judiciais haverão de vir contra o Netflix, atores decadentes e Porta dos Fundos; certamente a produção é uma blasfêmia e uma heresia, o que proponho neste artigo é avaliarmos se não é chegado o momento dos Brasileiros exigirem algum tipo de regulação, não censura, por parte das autoridades. Talvez seja o momento das autoridades entenderem que Paulo Apóstolo, cerca de 2.000 anos atrás já dizia: “Tudo lhe é permitido mais nem tudo lhe convém.”

Se o Brasil e os brasileiros continuarem acreditando que a liberdade de pensamento é um “liberou geral” continuaremos a assistir vez por outra os decadentes aceitarem papéis nojentos em vídeos nefastos como o da Netflix e veremos ganhar força grupos fundamentalistas radicais, o que também não interessa ao País e às religiões.

É preciso haver limites. O Brasil contaminado pela libertinagem aplaudida e prestigiada pela esquerda que a governou o  últimos nos últimos anos colhe agora os frutos podres do que alguns dizem ser “expressão artística” mas que não passa de lixo.

Encontrei a palavra! O vídeo da Netflix/Portas dos Fundos é apenas mais um lixo. E você já sabe, lugar de lixo é no lixo. Deus lhes cobrará satisfações.

17 COMENTÁRIOS

  1. É incrível que alguém compare essa aberração que fizeram nesse especial de Natal com o Dan Brown com relação ao casamento de Cristo com Maria Madalena e com o Martin Scorsese com relação a última tentação de Jesus, são coisas totalmente diferentes, que não têm nada a ver, pois esses dois casos já foram mencionados em livros apócrifos, que não foram escolhidos para fazerem parte da Bíblia. Se houvesse alguma coisa em algum livro, apócrifo ou não, ainda se admitiria, mas essa suposta homossexualidade não foi mencionada em lugar nenhum, então é uma das piadas de maior mau gosto de todos os tempos, que só servem para desrespeitar as religiões cristãs em toda parte que essa idiotice chegar. O problema não é a homossexualidade, pois isso é problema e direito de cada um,o problema é envolver o nome de Cristo.

  2. O “porta dos fundos” foi pioneiro no YouTube como canal de “humor”, talvez somente por isso tenha feito certo sucesso, não havia alternativas. Fato que nenhum de seus integrantes fizeram sucesso na tevê aberta, aquela que o “povão” tem acesso. Seus integrantes fazem apenas militância política e seus caráter a meu entender é para lá de duvidoso, um tem o pai com suspeitas de envolvimento em desvios de dinheiro de incentivo a cultura o outro faz clara apologia as drogas. O trabalho deles é tão fraco que só se ouve falar em Porta dos Fundos ou de seus integrantes quando causam polêmica.

  3. A nossa boa convivência se baseia no respeito, respeito ao próximo como ser humano, como profissional, como pessoa, respeito a familia, respeito sua crença religiosa mais quando em nome da liberdade de expressão desrespeitamos o nosso próximo em todos os valore acima a tolerancia a esta liberdade fica abalada e aqui replico esta frase: Paulo Apóstolo já dizia: “Tudo lhe é permitido mais nem tudo lhe convém.”, aqui entra o bom senso que nos leva a respeitar e a partir daí certamenta conseguiremos ter uma convivência sadia e inclusive distinguir o que deve e o que não deve ser tolerado, sou católico e fiquei decepcionado com o Fabio Porchat, que é um ator de gabarito, que não soube enxergar, através do respeito que aqui faltou, os limites que o bom senso nos direciona e repito: “Tudo lhe é permitido mais nem tudo lhe convém.”

  4. Gente, respeitem a religião do próximo! Ninguém gosta que desrespeitem seus filhos, pais, irmãos, pq dói, machuca! Assim é Jesus Cristo para muita gente. Faz parte da fé, da família de milhares dr pessoas. Coloquem -se no lugar dos outros para entender a situação. Hajam com empatia.

  5. Concordo com todo o artigo, tem que atacar esses bostas mesmo… Da mesma forma que eles tem o “direito” de postar essa desgraça o autor tem o direito de se expressar como bem entender. São uns decadentes, sem graça e uns merdas. Só trouxa vê graça desse bando de boiola. Quem ficar de chororo falando “ain cadê o argumento?” “ain o autor assassinou o português” ou “ain vou defender a publicação do vídeo com a minha vida” vou deixar falando sozinho. cambada de otario. Parabéns autor desse artigo!!!

  6. A única forma de expressar o que sinto pelos comediantes Porta dos Fundos é vergonha alheia. O humor irreverente que o grupo mostrou em seu início de trabalho já não existe mais, o que vi é a apelação máxima para se resgatar fama ou popularidade. Zombar com a religiosidade das pessoas é incentivar intolerância religiosa, zombar com uma festa familiar é ignorar um momento tão importante para se renovar os ânimos, zombar com homossexuais mostrando seu comportamento de forma vulgar e caricata é dar um passo atrás a tudo que foi conquistado com muita luta.
    Achei horroroso o episódio, me senti incomodada e extremamente decepcionada por ver valores e conquistas tão importantes serem banalizados de forma desrespeitosa e sem graça ( não era pra ser humor?!).
    Porta dos fundos aceite que seu momento passou e tentem se reinventar, sem a necessidade de apelar de forma tão absurda e ofensiva.

  7. O autor deste artigo não poderia deixar mais óbvio que espumava de raiva quando o escreveu, fortemente emocionado por uma ofensa à sua crença religiosa. De fato, soa mais como o desabafo juvenil. Independente de qualquer opinião sobre o conteúdo produzido por eles, dizer que querem “fugir do anonimato” é apenas sinal de estar muito mal informado, afinal são um dos grupos humorísticos de maior sucesso da história do país e seus membros avidamente disputados por canais de TV aberta e à cabo.

    Sim, é evidente que há muito se utilizam de polêmica para ganhar ainda mais notoriedade. Concordo que a maioria dos vídeos do canal não tem nada de original ou de “humor inteligente”, e pessoalmente não acho o canal engraçado ou o recomendo…mas isso é apenas uma opinião. Humor é algo completamente subjetivo, e agir como se os fãs tivessem um senso de humor “inferior” é simples esnobismo.

  8. Porta dos Fundos é uma dos grupos de comédia de maior sucesso na história das nossas comunicações. Empregam centenas de profissionais e seus roteiros são, inclusive, filmados em espanhol e replicados com outro elenco em todos os países de língua espanhola. Mas o sucesso no Brasil desperta a ira e a inveja.

    O já tradicional Especial de Natal deles foi esse ano premiado com o Oscar da TV (o Emmy). O episódio desse ano de 2019 vem provando polêmica. Seria tão mais coerente se os cristãos que se dizem ofendidos se ofendessem da mesma forma com a violenta desigualdade do país, com as crianças nas ruas na noite de natal e tantos outros graves problemas sociais e existenciais da nossa sociedade.

    Os episódios disponíveis nas plataformas podem ser evitados de uma forma muito simples. É só não assisti-los e ponto.

    O colunista aqui em questão se perde no texto ao relacionar a polêmica com política, atiçando direita e esquerda. Perde-se também ao chamar os humoristas de decadentes (eles acabaram de receber o maior prêmio da TV mundial, o Emmy).

    Decadente, senhor Dauro, são seus argumentos para escrachar o grupo em questão.

    E Deus não irá cobrar satisfação de ninguém. Pelo visto, o senhor não entendeu nada dos preceitos cristãos.

  9. Este artigo, além de pessimamente escrito (p. ex. “começam seguem velozmente ladeira abaixo (sic)”, o segundo parágrafo sem uma única vírgula e agredindo a quem tenha assistido a tal conteúdo “audiência não muito qualificada”), demonstra uma total falta de tolerância e bom senso.

    Como alguns aqui já comentaram: assiste quem quer. O Estado é l-a-i-c-o. Religião é um assunto de foro íntimo e cada um sabe da sua. Acho muito triste ler um artigo desses na época de Natal, onde pessoas como o autor se dizem tolerantes e prometem o amor ao próximo. Como acreditar em alguém que só destila o fel? Que se esconde por trás de uma tela?

    Posso não concordar com nada do vídeo, mas, assim como Voltaire, defenderei até a morte o direito dele ser publicado. Afinal, quem elegeu o autor como fiscal do que pode ou não ser exibido em um canal privado cujos assinantes pagam e escolhem o que desejam assitir?

    Sinto muito, acredito que o artigo deva ser retirado do ar, ou ao menos corrigido respeitando a língua portuguesa que, sem querer, acabou sofrendo vários golpes.

  10. Uma pena o Diário do Rio colocar uma Crítica endossando os comentários do autor desta (pelo menos não vi uma observação isentando o Diário das opiniões) que mostra uma visão deturpada deste episódio do Porta dos Fundos. Juntou uma visão tradicional com a religião no artigo e fez da sua opinião como representante da coletividade brasileira… esquece que: 1- a Netflix é um canal de streaming (e por isso, vê quem quer!); 2- atores decadentes e sem audiência? Acho que deveria ver então as audiências destes nos canais de streaming; 3- que bom que a Constituição coloca que o Estado é Laico… pra evitar que roupantes tradicionalistas e de moral questionável apareçam; 4- esquece o autor o quanto somos brincalhões e tiramos sarro de tudo (a essência do carioca) do mesmo jeito que curtimos praia e curtir o Rio; e por último: 5- Dizer que uma chuva de ações serão ajuizadas contra o Porta e tentar censurar, só mostra que têm muita gente sem o que fazer na vida… Deveriam gastar o tempo em tentar diminuir as mazelas de país em que os governos, estes sim, destroem nossas vidas…

  11. Vamos lá, creio que fazer humor com religião ou figuras religiosas sempre causará furor e controvérsia, é um fato. No entanto, não acho nada de mais nisto tudo. A mesma coisa ocorreu com o Dan Brown em 2003 quando ele publicou O Código da Vinci que retratava Jesus Cristo casado com Maria Madalena, a mesma polêmica ocorreu em 1988 quando o diretor vencedor do Oscar Martin Scorsese lançou A Última Tentação de Cristo em 1988, alguns cinemas inclusive não aceitaram exibir. Sou a favor de que religiões e crenças façam parte do humor sim pois elas são uma vertente da nossa sociedade, fazemos humor de tudo: de situações da nossa vida cotidiana, de políticos, da episódios históricos, da tecnologia, etc. Porque também não das religiões e crenças? Elas são parte da nossa vida cotidiana. Desrespeito vem da percepção de cada um. Não acho e falo isso de um batista criado na Igreja Batista desde criança e que confessa Jesus Cristo como Deus. 80% dos meus amigos são cristãos (evangélicos ou católicos envolvidos com ministérios na Igreja) e alguns concordam comigo, outros discordam. No fim das contas, creio que Deus até esteja rindo disto tudo. Não acredito em um Deus que esteja bravo com o Porta dos Fundos por conta de uma bobeira destas.

  12. Assisti pensando em alguma coisa parecida com a Vida de Bryan” do Mont Pyton..mas nao , achei um filme de humor grosseiro e de mal gosto.Mas enfim, existem gosto para tudo, não sou a favor de proibir ou processsr a produção, Liberdade por favor, quem não gosta não asssista. Recomendo “Two Popes” .

  13. Eu assinava o feed do site para estar em dia com as notícias do Rio. Sempre achei de muito valor.

    Não pretendo voltar depois desse artigo (ok,é uma opinião, respeito), mas que ataca de forma tão desinformada algo que o autor parece nem conhecer direito.

    Se você não concorda com o especial,use argumentos, não desmereça e ataque pessoalmente os envolvidos.

  14. O humor é debochado. Extremo. Teve excessos, sem dúvida! Mas excessos também praticam os crentelhos ao tentarem substituir a Constituição pela Bíblia e os testamentos, o Corão e a Torá.
    Precisamos de liberdade como na França!

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