Dia de Reis, da romã e de lembrar de Dona Leda

Neste artigo, Wagner Victer celebra o Dia de Reis e a memória de sua saudosa mãe, D. Leda, que lhe ensinou a seguir a tradição da romã

Romã no Dia de Reis

Baltasar, Gaspar e Belchior! Falando o nome desses 3 Reis Magos no dia 6 de janeiro, comendo 3 sementinhas de romã e guardando-as embrulhadinhas em um papelzinho na carteira, teríamos 3 pedidos atendidos.

Era isso que Dona Leda, minha saudosa Mãe, me falava e me cobrava todo ano. Não como um mero ato de simpatia, mas como uma rotina que hoje vejo como amor e, até, como uma forma de proteção.

Não sei de onde apareciam essas romãs. Mas dias antes desta data, eu já chegava em casa e tinha uma romã me esperando. E, claro, com cobrança dela, sempre repetindo: “Não se esqueça é Gaspar, Belchior e Baltasar”. Nomes, que eu jocosamente fingia esquecer para provocá-la.

Esse é mais um Dia de Reis sem ela. E mais uma vez comecei a pensar: “Onde vou achar uma romã?” Ela já não brotava mais na minha mesa, mas o seu pedido e lembrança não me largavam. Pois não era para mim mais uma simpatia. Era carinho e amor de minha Mãe, que eu não podia esquecer, pois ela colocou em minha vida.

Consegui hoje a romã com Elizia, minha outra Mãe de criação que, com Dona Leda, cultuavam essa rotina. E vou fazer meus pedidos e, claro, que vou colocar meu filho, Francisco, para fazer também.

Todos os anos meus pedidos funcionaram, porém não podiam ser revelados! O único ano que tive um pedido que não foi atendido foi no ano que Dona Leda se foi. Mesmo sem esse pedido atendido, que me dá muita dor ainda, vou continuar acreditando e fazendo até quando tiver vida, pois era certamente um pedido dela, um “Pedido de Amor de Minha Mãe”, de Dona LEDA.

Hoje todos que puderem cultivem esse hábito que, além de ser de amor, dá muito certo.

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