Foto: Divulgação

Com o objetivo de debater questões sobre saúde mental, o Colégio Pedro II Tijuca realizou esta semana diversas atividades para os alunos e a comunidade. As ações abriram diálogo sobre depressão, ansiedade, violência, traumas, entre outros assuntos que estão em evidência na sociedade e levam ao sofrimento psíquico coletivo.

Durante toda a semana, os alunos participaram de palestras, debates, apresentações teatrais, roda de leitura e mais. Quem fala sobre o projeto é a Coordenadora do Núcleo de Pesquisa e Arte do CPII, Dilma Mesquita:

Os jovens vivem sob muita pressão e excesso de informação. Muitos deles tem ainda, casos de familiares com transtornos psíquicos e não sabem lidar, porque ainda existe muito tabu sobre o tema. O objetivo aqui é mostrar que existem formas de se expressar, de falar sobre o assunto e de acolher essas pessoas. Uma dessas formas é por meio da arte”, explicou Dilma, que idealizou o evento.

De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde, mais de 11 milhões de brasileiros sofrem de depressão e cerca de 18 milhões foram diagnosticados com transtorno de ansiedade generalizado. Para o psiquiatra Vitor Pordeus, que palestrou no evento, esses dados mostram um cenário preocupante que cresce em todo o mundo.

“O cenário é de pandemia. Países do mundo inteiro estão com altos índices de doenças mentais. É fundamental que o tema seja debatido nas escolas, nas instituições e com toda a população. E como afirmou a psiquiatra Nise da Silveira, precisamos utilizar a cultura como forma de acessar esses conteúdos do inconsciente que adoecem as pessoa”, ressaltou o especialista.

Há 12 anos desenvolvendo projetos culturais no CPII, Dilma explicou o que motivou a realização da Primeira Semana de Saúde Mental na escola:

“Observei nos últimos anos que, tanto alunos, quanto professores e funcionários, procuravam as atividades artísticas para conversar, dividir vivências e dialogar sobre sentimentos. Com essa experiência, percebi que era fundamental criar uma oportunidade para que as pessoas pudessem ser acolhidas por profissionais da área”.

A educadora ressaltou, ainda, a importância do olhar da escola para as questões emocionais, e da arte como ferramenta de expressão dos sentimentos:

“Entendemos que a escola é espaço de criação e relação. Essa é a escola que queremos, a que educa pelos sentidos, não a que adestra. Para isso, integrar cultura, educação e saúde mental como forma de acolher e orientar é essencial”.

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