Documentário sobre a ONG ‘Rio de Paz’ chega ao Globoplay

'A Estética da Luta' conta a história da ONG conhecida pelas suas manifestações impactantes que denunciam a violação de direitos humanos no Rio

Foto: Divulgação

A ONG Rio de Paz, conhecida mundialmente por seus protestos de impacto visual na luta pelos direitos humanos, pela redução de homicídios e pela denúncia de atos antidemocráticos, ganhou um documentário em celebração aos 15 anos de existência. O longa, apresentado este ano no 18º Festival Internacional de Cinema de Direitos Humanos, em Sucre, na Bolívia, chegou nesta segunda-feira, dia 26/12, ao catálogo da Globoplay e mostra como a sociedade civil pode se organizar para pressionar o poder público a fazer valer os preceitos constitucionais.

O documentário ‘Estética da Luta’, de Guillermo Planel, resgata imagens das primeiras manifestações da ONG, passando pelas ações sociais nas favelas do Rio, até os mais recentes protestos e homenagens prestadas na pandemia. Protestos contra a ditadura, contra a violência de gênero, pedindo respostas sobre o ‘Caso Amarildo’, em memória de crianças e policiais brutalmente assassinados e em memória das vítimas da Covid-19 são retratados no filme. “A ideia do documentário é difundir o  trabalho do Rio de Paz na área dos direitos humanos e da segurança pública do Rio de Janeiro, assuntos de extrema importância para nossas questões sociais”, conta.

À exceção dos registros, o documentário conta com a participação do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, do padre Júlio Lancelotti, dos jornalistas Ancelmo Gois (O Globo) e Tom Phillips (The Guardian), da deputada federal, Benedita da Silva, do ex-secretário de justiça e ex-governador do Rio de Janeiro, Nilo Batista. Além de relatos de familiares das vítimas da violência urbana, funcionários da ONG, sociólogos, cinegrafistas nacionais e internacionais.

O fundador da ONG, Antônio Carlos Costa, enaltece a Rio da Paz enquanto um fenômeno mundial de mídia espontânea e celebra o lançamento da produção audiovisual. “Esse documentário é de suma importância para mostrar como a sociedade civil pode se organizar em uma ação suprapartidária e sem dependência financeira do poder público de modo a pressionar a autoridade pública a cumprir com a constituição”, diz.

Em relato, Eduardo Paes reconhece o trabalho da ONG Rio da Paz e a necessidade de manifestações de caráter irreverente que dão um “tapa na cara de todos independente da classe social e da função que a gente ocupa”. E complementa “eu acho que esse espírito provocador, de quem cutuca, que trabalha com muita competência essa história da imagem para chamar a atenção para isso, é muito importante para a cidade. É muito importante pra gente que é autoridade”.

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