É pedra, é móvel, é o fim do caminho: Acúmulo de lixo causam alagamentos em comunidades do Rio

Moradores reclamam de detritos na Muzema, Rio das Pedras e Providência, enquanto a Comlurb garante que a coleta é regular e chega até duas vezes por dia

As chuvas de verão começam e a preocupação com lixo acumulado nas comunidades do Rio surgem como preocupação contra inundações e contaminação da água. Tão perto da parte nobre da Barra da Tijuca, moradores convivem com entulhos, sacolas com descartes e até móveis velhos entre a Estrada do Itanhangá e na Avenida Engenheiro Souza, nas proximidades da Muzema até o Rio das Pedras, ambas em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio. “Fica tudo pelo chão e ainda vemos os garis, que sofrem muito, levantarem as caçambas pelo braço. Catadores ainda reviram tudo para reciclagem e deixam por lá o que não aproveitam. Por que a Prefeitura não inicia um programa de coleta seletiva nestas comunidades”, indaga uma motorista que não quis se identificar, que se queixa que passar ali de carro é um desafio. “Quando chove então, alaga tudo com lixo”, completa.  

Na localidade ainda, há estacionamento irregular, que também atrapalha a vida da motorista. Em nota, a Guarda Municipal diz que enviará a denúncia para o setor responsável pela fiscalização.    

Segundo informações da Comlurb, tanto a Muzema quanto Rio das Pedras contam com caixas de 1200 litros para receber os resíduos e conta com coleta diária de até duas vezes ao dia.

No Morro da Providência, na Zona Portuária do Rio, é comum ver bastante lixo na entrada da comunidade. Para resolver o problema, a Comlurb diz que destinará dois tratores especiais para limpeza de comunidade, mas não deu informações de quando as máquinas serão enviadas ao local. O órgão ainda completa que, assim como as comunidades da Zona Oeste citadas acima, a Providência também conta com coletas diárias, podendo chegar a dois turnos.

A Comlurb pede ainda para que a população colabore com a limpeza nas áreas e faça o descarte corretamente dos resíduos.

Formada em Comunicação Social desde 2004, com bacharelado em jornalismo, tem extensão de Jornalismo e Políticas Públicas pela UFRJ. É apaixonada por política e economia, coleciona experiências que vão desde jornais populares às editorias de mercado. Além de gastar sola de sapato também com muita carioquice.
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