Ediel Ribeiro: Eli do Amparo e o expresso da vitória

Colunista do DIÁRIO DO RIO fala sobre o grande volante e lateral, Eli do Amparo, que foi um símbolo do Vasco da Gama

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Foto divulgação: Eli e o irmão Osni, goleiro do América (RJ)

Os moleques da minha turma eram todos peladeiros.

Meu esporte preferido sempre foi o futebol. Desde moleque. Treinei em times como o Olaria, Botafogo, e cheguei a jogar no Tupi, de Paracambi, no estado do Rio de Janeiro.

Já veterano, joguei com vários ex-profissionais. Alguns foram meus amigos, outros, conheci nas peladas da vida. Entre eles, joguei com Índio, ex-Flamengo; Mendonça, ex-Botafogo; Macula, ex-Bangu; Eli do Amparo, ex-Vasco da Gama; Marquinhos, ex-Vasco da Gama; Marinho, ex-Bangu; Zanata, ex-Bahia; Expedito, ex-América, Diego Souza, ex-Vasco da Gama, entre outros.

Diferente de mim, todos foram craques. Tratavam bem a bola, coisa natural naquela época. Destes, só Eli do Amparo foi acusado de ser violento. Não era. Era raçudo. Joguei com ele no veterano do Brasil Industrial, em Paracambi, RJ. 

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Mês passado, fez 32 anos que Eli morreu.

Grande volante e lateral, Eli do Amparo nasceu em Paracambi (RJ) em 14 de maio de 1921. Foi um símbolo do Vasco da Gama em sua época mais gloriosa conquistando os títulos cariocas de 1945, 47, 49, 50 e 52 e o Sul-Americano de clubes em 1948.

Vestiu também as camisas do Brasil Industrial – time onde começou -, Canto do Rio e Sport Recife. No clube pernambucano levantou os títulos regionais de 1953 e 1955. 

Eli também vestiu a camisa da Seleção Brasileira em 19 partidas com 15 vitórias, um empate e três derrotas. Disputou a Copa do Mundo de 1950 e foi campeão Pan-Americano de 1952, no Chile.

Eli do Amparo foi contratado pelo clube cruzmaltino em 1943, junto ao Canto do Rio, de Niterói. No Vasco, jogou de 1943 a 1954 formando a famosa linha média Eli, Danilo e Jorge. 

Danilo, outro craque de bola – tão bom que era chamado de Príncipe Danilo – morava na Lapa e frequentava um bar que eu tinha alí próximo aos Arcos da Lapa. Um dia, num papo com Danilo ele me contou que os três – ele, Eli e Jorge – eram tão entrosados que eram carinhosamente chamados pela torcida vascaína de Feijão, Arroz e Carne Sêca.

Eli foi um dos líderes do chamado “Expresso da Vitória”, time formado pelo Vasco nos anos 40. Era reserva de Bauer na Seleção Brasileira vice-campeã do mundo de 1950. Foi campeão Sul-Americano em 1949, ainda pela seleção. No Vasco, ele conquistou vários títulos estaduais e internacionais. Eli era irmão do ex-goleiro Osni, ex-América do Rio.

O jogador faleceu no dia 9 de março de 1991, aos 70 anos, em Paracambi.

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Jornalista, cartunista, poeta e escritor carioca. É colunista dos jornais O Dia (RJ) e O Folha de Minas (MG) e Diário do Rio (RJ) Autor do livro “Parem as Máquinas! - histórias de cartunistas e seus botecos”. Co-autor (junto com Sheila Ferreira) dos romances "Sonhos são Azuis" e “Entre Sonhos e Girassóis”. É também autor da tira de humor ácido "Patty & Fatty", publicadas nos jornais "Expresso" (RJ) e "O Municipal" (RJ), desde 2003, e criador e editor dos jornais de humor "Cartoon" e "Hic!"
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