Eduardo Paes critica Riocard e empresas de ônibus: ‘Não podem ser donas do sistema’

Prefeito Eduardo Paes critica RioCard e empresas de ônibus e reforça implantação do sistema de bilhetagem municipal Jaé, previsto para julho.

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Divulgação

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), voltou a criticar publicamente a RioCard e as empresas de ônibus da cidade nesta segunda-feira (31). Em publicação nas redes sociais, Paes aparece com uma revista da Semove (Federação das Empresas de Mobilidade do Estado do Rio) e questiona o conteúdo, que, segundo ele, promove o atual sistema de bilhetagem eletrônica. As informações são de Lucas Luciano/Tempo Real.

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“Recebi agora essa revista da ‘Semove’, o novo nome da velha conhecida ‘Rio Ônibus/Fetranspor’! Vejam o destaque na primeira página: eles fazem publicidade do RioCard. Quando é que as pessoas vão entender que é exatamente essa a mudança necessária que queremos com o sistema ‘Jaé’?”, escreveu o prefeito.

O sistema Jaé, de bilhetagem eletrônica municipal, será o único aceito nos transportes públicos do Rio a partir de 1º de julho, marcando uma ruptura com o modelo operado pelas empresas.

Na crítica, Paes voltou a defender que o controle da bilhetagem deve estar nas mãos do poder público, e não das concessionárias:

“As empresas de ônibus não podem ser donas do sistema que define quem e quanto se recebe de subsídio do poder público. Muito menos podem ser detentoras das informações essenciais para planejar o nosso sistema de transporte. Nossa luta é para que a raposa deixe de cuidar do galinheiro. Precisa desenhar?”

Eduardo Paes x RioCard Eduardo Paes critica Riocard e empresas de ônibus: 'Não podem ser donas do sistema'

Em janeiro, Paes já havia classificado a RioCard como “a raposa tomando conta do galinheiro” e chamou a antiga Fetranspor de “máfia”, alegando que o município investe bilhões de reais no setor, mas não tem acesso a dados fundamentais sobre o uso dos transportes.

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8 COMENTÁRIOS

  1. Ainda que os argumentos de Paes façam pleno sentido, não justificam a onerosa e complexa sobre-implantação de um outro sistema de bilhetagem.
    É sim um grande erro que o RioCard seja gerido pelas próprias empresa de ônibus, e isso precisa ser urgentemente revertido.
    O RioCard é um serviço de utilidade pública, e com uma abrangencia de modais e de municípios que nenhum outro sistema de bilhetagem possui aqui no Brasil.
    E sem o municipio do Rio, o Rio-Card perderia o chão com a abissal queda de receita que ele sofreria. O que acaba não sendo bom para nenhum dos dois lados da briga.

    Certamente há como se reverter a atual estrutura gerencial do RioCard via demanda judicial-administrativa.
    Seria bem vinda e até decisiva uma união de esforços entre a Prefeitura e o Estado, mesmo os atuais mandatários sendo rivais políticos. Já que ao se solucionar a questão, tanto Paes quanto Castro poderiam usufruir os bônus políticos nos seus respectivos palanques.

  2. Eu leio as noticias sobre Eduardo Paes no DRio e fica difícil não querer falar mal. Temos um sistema de mobilidade que, se não é perfeito, seria o melhor que cidade poderia ter, de acordo com o que investimos em séculos e com o que quisemos para a Cidade. Se está ruim, fomos nós que escolhemos quem fez as diretrizes e atacamos quando está andando mal. Se não coçar o bolso, gastar uns US$ 100 bilhões para reestruturar prédios, ruas, com estrutura jurídica pra desapropriações, etc, etc, etc. não tem solução. Portanto, é o que temos: Ônibus é a espinha dorsal. Metrô, Trem, VLT, BRT (ônibus de massa) são secundários. E olhe pro que esse prefeito nos legou: Encheu regiões da cidade com taxis e carros de aplicativo e tornou os ônibus carroças velhas enferrujadas e sujas (com selo da SMTU todo ano, como?), que enguiçam dia sim outro também. E sem nenhum conforto, tocadas por profissionais que não querem trabalhar no setor. Resultado, a régua de qualidade vai lá no chão. E o gerente da cidade acha que somente trocando o cartãozinho e a maquininha por um sistema que está funcionando muito mal vai iludir, ops, quero dizer, resolver todos os problemas. Ele não falha, é apenas bem intencionado. Jaé hora de admitir que errou nessa.

  3. Ué!

    Mas não foi ele o responsável pela máfia dos ônibus serem hoje o que são? Aquela licitação fraudulenta em 2010, o BRT, a extinção de linhas em prol de empresas do cartel, o aluguel de garagens do cartel, o aumento abusivo de passagens, etc, etc, etc…

    Dudu tem a digital em tudo isso. Que hipocrisia. Tá se fazendo de maluco.

    • Ainda que os argumentos de Paes façam pleno sentido, não justificam a onerosa e complexa sobre-implantação de um outro sistema de bilhetagem.
      É sim um grande erro que o RioCard seja gerido pelas próprias empresa de ônibus, e isso precisa ser urgentemente revertido.
      O RioCard é um serviço de utilidade pública, e com uma abrangencia de modais e de municípios que nenhum outro sistema de bilhetagem possui aqui no Brasil.
      E sem o municipio do Rio, o Rio-Card perderia o chão com a abissal queda de receita que ele sofreria. O que acaba não sendo bom para nenhum dos dois lados da briga.

      Certamente há como se reverter a atual estrutura gerencial do RioCard via demanda judicial-administrativa.
      Seria bem vinda e até decisiva uma união de esforços entre a Prefeitura e o Estado, mesmo os atuais mandatários sendo rivais políticos. Já que ao se solucionar a questão, tanto Paes quanto Castro poderiam usufruir os bônus políticos nos seus respectivos palanques.

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