Educação Financeira na Infância

Valorizar o que ganha e ter comprometimento com pagamentos em dia faz a pessoa ter uma relação saudável com o dinheiro.

Fonte: Freepik

Ter uma vida financeira organizada é uma forma de evitar problemas como estresse, irritação e desorganização. Valorizar o que ganha e ter comprometimento com pagamentos em dia faz a pessoa ter uma relação saudável com o dinheiro.

Para chegar a esse nível muitas pessoas precisam aprender o que é educação financeira e o termo nada mais é que conhecer a forma de como honrar os débitos e separar reservas para o futuro.

Em uma época em que se discute sobre a demora para se aposentar ou a instabilidade econômica que tem causado desemprego, cuidar do dinheiro nunca foi tão essencial. É justamente por isso que se informar e aprender sobre educação financeira se torna essencial desde a infância.

Educando as Crianças

Se a criança já consegue ficar sentada na cadeirinha do automóvel mexendo no celular enquanto os pais viajam, ela já tem capacidade para compreender alguns conceitos sobre educação financeira.

Segundo especialistas, por volta dos três anos, época em que a criança já está aprendendo a usar celular, tv e manusear talheres, já é o momento de introduzir noções de economia básica.

O artigo “Educação Financeira começa na infância”, publicado em julho de 2022, no site Previ, aponta que ensinar finanças para crianças as auxilia a lidar melhor com o dinheiro. O primeiro passo é ensiná-las a tomar decisões como escolher entre a compra de um sorvete ou um chocolate.

Para Carolina Ligocki, diretora da Oficina das Finanças, empresa que desenvolve metodologias de educação financeira, aos 6 anos, a criança já tem maturidade para lidar com dinheiro. A introdução da mesada, por exemplo, ajuda a assimilar formas de consumo consciente.

Reflexos da Educação Financeira

Quanto mais cedo a pessoa tem conhecimento sobre o uso consciente do dinheiro, maior a probabilidade de ter tranquilidade financeira na vida adulta, que é cercada de responsabilidade. 

Na hora de procurar um imóvel para alugar, por exemplo, é importante levar em consideração o padrão de vida familiar. 

Colocar no papel os gastos fixos, gastos variáveis e os investimentos em reservas é essencial.

O valor do aluguel deve se enquadrar no montante destinado à pagamentos de gastos fixos. 

Segundo economistas, o ideal é que os gastos fixos – aluguel, água, luz e telefone, não ultrapassem 50% da renda.

O indicado, claro, é ter controle das finanças, não gastar mais do que se ganha para não ficar com saldo negativo no banco e acabar se enrolando em meio a dívidas não pagas. 

Apesar disso, em casos de imprevistos, a melhor escolha, quase sempre, é o temido empréstimo, que apesar de ser um compromisso de longo prazo, ainda é menos prejudicial às finanças do que o cartão de crédito e o cheque especial, que possuem juros avassaladores.

O empréstimo consignado é um bom caminho, pois apresenta taxa de juros bem reduzida se comparada com outras linhas de crédito. Porém, essa categoria de empréstimo não está disponível para todos, sendo destinada exclusivamente para aposentados, pensionistas do INSS e servidores públicos.

Passo a Passo da Educação Financeira

A educação financeira é baseada em hábitos comportamentais e deve começar na infância, com ensinamentos sobre o valor do dinheiro, que os recursos são limitados e que existe um teto para o poder de compra.

Na adolescência, a pessoa já tem uma noção maior sobre o que é essencial e supérfluo. O conceito se intensifica mais quando o jovem está próximo de entrar no mercado de trabalho. Entender o universo financeiro, antes mesmo de buscar vagas de emprego sem experiência, vai ajudar na formação de consumo consciente. A organização financeira é norteada pelos seguintes tópicos:

·         Saber quanto ganha: Ter consciência do padrão de vida é uma forma de manter estabilidade financeira.

·         Economizar: Promover economias é importante para ter tranquilidade em momentos de gastos inesperados.

·         Comprar o essencial: Comprar por impulso pode comprometer o orçamento familiar e colocar em risco os gastos fixos (contas de aluguel, água, luz, gás). 

Educação Financeira nas Escolas

Tratar sobre educação financeira é algo novo, até mesmo para adultos e ela ainda é vista como uma maneira de superar dificuldades e “apagar incêndios”, porém a metodologia correta é completamente oposta: é a de criar hábitos saudáveis relacionados ao dinheiro para nunca (ou quase nunca), se ver em meio a crises econômicas pessoais.

Instituições financeiras tratam o assunto de forma recorrente. O artigo “Educação financeira: O que é, importância, livros e dicas”, publicado em agosto de 2021, pelo BTG Pactual, banco de investimentos brasileiro, mostra passo a passo como buscar o equilíbrio das finanças.

Bruna Bozano, especialista em negócios digitais, avalia que ter acesso a conteúdos curtos na internet ajuda a desenvolver uma saúde financeira no leitor, mas investir em livros e e-books também pode levar as pessoas a não só se conscientizarem, mas por meio de uma leitura mais densa e profunda, obter conhecimentos de transformação da renda em lucros. Geralmente, conteúdos curtos contém backlinks para conteúdos mais profundos e podem ser utilizados como uma teia de conhecimento. Quanto mais o leitor clica nesses links, mais se aprofunda no tema, que ainda é tratado de forma sutil nas escolas, principalmente nas escolas públicas, que não têm o assunto como Base Nacional Comum Curricular, estabelecida pelo Ministério da Educação. 

Em escolas particulares o tema está mais presente, mas não como definição de matéria. Aparece por meio de projetos em que as crianças são levadas a entender a importância sobre troca, valor de dinheiro e economia.

Algumas empresas novas têm surgido com o propósito de apresentar novas propostas pedagógicas sobre comportamento financeiro e essa medida pode estreitar ainda mais a discussão em sala de aula. Os materiais são baseados em jogos, livros e apostilas para criar intimidade entre as crianças e o entendimento do universo econômico e financeiro.

Os Pais Influenciando a Saúde Financeira dos Filhos

Os pais são a base do comportamento dos filhos e é com base nas suas ações no ambiente familiar que as crianças vão formando caráter e valores.

Durante um passeio no shopping, se deparar com uma pirraça por causa de um brinquedo na vitrine, faz parte da rotina de toda família.

A criação de crianças conscientes financeiramente se dá a partir deste momento. A economista e educadora financeira, Juliana Barbosa, relata no artigo: “Educação Financeira Infantil: quando começar?”, publicado em outubro de 2021 no site Acionista, destinado a finanças, que os ensinamentos de finanças para crianças podem começar por volta de 2 anos e aos 5 anos, elas já começam a ter noções de matemática e têm uma noção maior sobre dinheiro.

A doação de dinheiro semanal pode ser instituída por volta dos 7, 8 anos e é importante que ela seja gasta com necessidades da criança, como compra de um brinquedo ou um lanche. Já aos 12 anos, especialistas orientam a implantação de mesadas. É uma maneira de fazer com que os filhos lidem com limites, já se preparando para o futuro próximo, no qual irão estagiar ou começar a trabalhar formalmente, recebendo salário e precisando ter noção de administração desses valores, para ter uma vida adulta saudável economicamente.

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