Cachorros são mortos com salsichas envenenadas em Duque de Caxias

Crime aconteceu entre os dias 8 e 11 de maio na Praça Mantiqueira, em Xerém; Polícia Civil investiga o caso

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Cachorro agoniza após ser envenenado / Reprodução

Quatro cachorros que viviam na Praça Mantiqueira, em Xerém, distrito de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, foram mortos por envenenamento, entre os dias 8 e 11 de maio. Diante da barbaridade cometida contra os animais, a Polícia Civil instaurou um inquérito, nesta terça-feira (16), para investigar a prática de maus-tratos contra os cães.

Segundo a investigações da Delegacia de Meio Ambiente (DPMA), uma pessoa estaria dando salsichas envenenadas aos animais, que mesmo tendo recebido socorro de moradores da região, não resistiram à agressão.

À frente das investigações, o delegado da DPMA, Wellington Pereira solicitou a ajuda dos moradores para encontrar o responsável pela prática criminosa.

“Estamos procurando o autor ou autores dessa barbaridade. Nós solicitamos à população que preste informações, inclusive pelo Disque Denúncia. O anonimato é garantido”, disse o delegado, destacando que “se esse autor for identificado, ele vai ser apresentado à Justiça e, certamente, será condenado”.

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A pena máxima para o crime de maus-tratos aos animais é de cinco anos.

As informações e as imagens são da rádio Tupi.

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1 COMENTÁRIO

  1. Abomino todo e qualquer tipo de crueldade tanto contra animais quanto contra pessoas, mas alguns aspectos precisam ser considerados:

    O número de cachorros de rua (ou aqueles com “donos” mas criados soltos) nas cidades brasileira é alarmante, e para quem usa bicicleta ou moto o problema fica ainda pior. Nos últimos dois anos apenas, fui acossado diversas vezes por cachorros enquanto pedalava, tendo sido mordido uma vez e em outra ocasião sofri um leve acidente, sem maiores consequências, mas que poderia ter sido bem mais sério.

    A população de cachorros no Brasil é estimada em torno de 35 milhões de indivíduos, e a de gatos em torno de 13 milhões – o Brasil só perde para os EUA em quantidade de cachorros e gatos. São números desproporcionais ao equilíbrio natural, e diversas espécies animais nativas sofrem com isso, pois cachorros e gatos são caçadores instintivos, e foram colocados aqui artificialmente pelos humanos. Assim, outras espécies animais ainda não desenvolveram um mecanismo natural de defesa contra tal ameaça, ficando facilmente vulneráveis a ataques, colocando em risco a perpetuação de espécies nativas mais frágeis.

    Cachorros são animais barulhentos quando sob algum tipo de stress. Quem busca silêncio e mora em uma vizinhança povoada por cachorros sabe bem o suplício que é quando os bichos resolvem “abrir a boca”. É de enlouquecer gente sã.

    Há também um aspecto psicológico e social importante: já há muitas pessoas que preferem a companhia de cães e gatos à de outras pessoas, o que agrava o isolamento social e enfraquece os laços de empatia entre os indivíduos. Ao nos tornarmos amantes de pets, vamos aumentando também a aversão a humanos, o que, em longo prazo, pode ser um problema seríssimo.

    É preciso adotar medidas restritivas sérias à presença de cães e gatos entre os humanos. Programas de esterilização de pets precisam ser ampliados e animais de rua devem ser retirados de circulação e também esterilizados. Deve-se ampliar os canais de denúncia, inclusive contra os barulhentos, ainda que residam em moradias de classe média. Animais domésticos merecem respeito e proteção, mas o direito deles não vem antes dos nossos.

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