Em protesto por melhorias salariais, profissionais da rede estadual de ensino entram em greve

Professores do Estado reivindicam a aplicação de reajuste salarial sobre o piso nacional. Rede municipal também se manifesta por aumento salarial

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Assembleia dos profissionais de ensino, no Largo do Machado, onde foi decretado o estado de greve da categoria / Divulgação: Sepe

Em uma assembleia realizada por profissionais da rede estadual de educação, no Largo do Machado, na Zona Sul do Rio, nesta quarta-feira, a categoria decidiu entrar em estado de greve. Professores e funcionários administrativos reivindicam melhorias salariais, de acordo com o Sindicato dos Profissionais da Educação do Estado do Rio de Janeiro (Sepe),

Diversas manifestações foram realizadas em vias do Centro e da Zona Sul da cidade. Em Laranjeiras, o Túnel Santa Bárbara, chegou a ser interditado por conta da presença de manifestantes em frente ao Palácio Guanabara.

Representes dos profissionais de educação se reuniram com Roberta Barreto, secretária de Estado de Educação, na sede do órgão, para colocar as pautas reivindicadas em discussão. O subsecretário geral da Casa Civil, Adilson Faria, também participou do encontro.

Segundo as autoridades estaduais, as demandas serão avaliadas junto à comissão do Regime de Recuperação Fiscal. Quanto à reivindicação de aplicação do piso nacional dos professores, a secretária de educação esclareceu que, a pedido do governador Cláudio Castro (PL), existe um estudo sendo feito pela Casa Civil e pelas secretarias de Educação, Fazenda e Planejamento sobre o assunto. A próxima audiência entre as partes está agendada para o dia 12 de abril.

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Os profissionais da rede municipal de ensino também reivindicam aumento do piso salarial para todas as carreiras da educação, além da revogação do Novo Ensino Médio (NEM). A manifestação dos professores acometeu, também nesta quarta-feira, na frente da Prefeitura do Rio, na Cidade Nova.

Com perdas salariais desde 2019 e que ultrapassam 30% de reajuste, segundo o Sepe, os professores protestaram pelo ajustamento da defasagem, além de questões como a falta de concursos públicos e a não convocação dos aprovados; a não aplicação do 1/3 extraclasse; a superlotação das turmas; a carência de profissionais nas escolas; a violência em sala de aula e em seu entorno; o difícil acesso às escolas; má climatização; e o congelamento do ticket alimentação em R$ 10 há 11 anos.

Procurada pelo jornal O Dia, a Secretaria Municipal de Educação esclareceu que, em janeiro de 2023, foi homologado o novo piso salarial da categoria. Segundo a SME, análises orçamentárias estariam sendo feitas para atender às demandas dos profissionais. Representantes da secretaria e do do Sepe também teriam se reunido para discutir as demandas dos professores. Uma nova reunião será marcada.

Sobre as paralizações de 24h realizadas pelos professores, a SME informou que apenas 0,5% das escolas da rede foram afetadas, de forma integral; e menos de 3% dos profissionais da rede aderiram às iniciativas.

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