Empresa aérea Azul quase extingue voos entre a capital do Rio e o Norte Fluminense

Decolagens para Campos ou Macaé podem ficar mais difíceis, pois a empresa está fornecendo apenas nove lugares por viagem no Santos Dumont. Os principais voos foram transferidos para São Paulo, no aeroporto Viracopos

CC0 Domínio público - Foto: px here

A empresa aérea Azul divulgou novas alterações para os Voos do Rio de Janeiro para o Norte Fluminense. De acordo com o anúncio, a empresa irá transferir os, principais, voos com partida/chegada do Santos Dumont (SDU) via Macaé e Campos para o Aeroporto Viracopos, em São Paulo, quase extinguindo voos diretos entre a capital do estado e o Norte Fluminense.

Após esta declaração, inúmeras entidades se revoltaram publicamente, como a Fecomércio RJ. Em um artigo publicado no jornal O Globo, Delmo Pinho e Luiz Velloso, assessores da Presidência da Fecomércio RJ, afirmam que a ação é absurda pois os voos que a empresa está mantendo no Rio (SDU), estão sendo operados por pequenas aeronaves turboélice monomotor Caravan para apenas nove passageiros, antes eram para 70 ocupantes.

“A maioria dos passageiros do Rio terá de ir a Viracopos fazendo transbordo de aeronave, em voos que somarão no mínimo quatro horas de duração e, obviamente, com passagem de valor muito maior para poder chegar a Campos ou Macaé, restando apenas 36 assentos diários em voo direto do Rio”, declara a dupla.

Os assessores da Fecomércio RJ ainda alegam que a estratégia inicial da transferência dos voos de Campos e Macaé do Santos Dumont (SDU) seria a de aumentar o aproveitamento dos slots que a empresa detém para estas linhas no SDU, trocando linhas que operam com aeronaves de 70 passageiros, por outras rotas com aeronaves de maior porte para 136 passageiros, em voos mais longos, tal como Guarulhos, Brasília. “Fato amplamente divulgado pela empresa, e que só não restou concretizado face a fortes pressões exercidas por políticos e entidades empresariais, inclusive a nossa”, afirmam no artigo.

Os aeroportos do Rio sofrem pela falta de ação regulatória e de política pública da SAC – Secretaria Nacional de Aviação Civil –, que insiste em não limitar as operações no SDU, um aeroporto que notoriamente opera acima da capacidade nas horas-pico, e, periodicamente em função de questões meteorológicas, tem seus voos transferidos para o Galeão.

Delmo e Luiz também ressaltam que o assunto que não tem sido ouvido pela autoridade federal, ou mesmo lido nas correspondências que a empresa encaminhou conjuntamente ao ACRJ e FIRJAN. A solução da Azul não foi boa para o Rio e foi péssima para a maioria dos usuários”.

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6 COMENTÁRIOS

  1. O SANTOS DUMONT É UM AEROPORTO PRIMORDIAL PARA O RIO DE JANEIRO POIS ESTÁ NO CENTRO DA CIADDE E ESTÁ PRÓXIMO AO PORTO DO RIO DE JANEIRO, PRATICAMENTE EM LINHA RETA, (AVENIDA RIO BRANCO) E AGORA COMO O VLT QUE LIGA O AEROPORTO SANTOS DIMONT COM O PORTO DO RIO DE JANEIRO E COM A ESTAÇÃO RODOVIÁRIA . A PONTE AÉREA RIO (SANTOS DUMONT) E SÃO PAULO (CONGONHAS) QUE TAMBÉM ESTÁ NO CENTRO DA CIDADE É UMA FACILIDADE NA LIGAÇÃO DESSAS DUAS CAPITAIS IMPORTANTES DO BRASIL . A TROCA DOS VÔOS ATR72-600 DE 70 LUGARES POR UM MONOMOTOR DE NOVE LUGARES LIGANDO O SANTOS DUMONT AO NORTE FLUMINENSE (CAMPOS DOS GOYTACAZES E MACAÉ) É UM RETROCESSO POIS SÃO DOIS EROPORTOS QUE LIGAM AS PLATAFORMAS DA PETROBRAS E TAMBÉM AO NOVO PORTO DO ASU (SÃO JOÂO DA BARRA) .

  2. O Rio já foi a capital do BRASIL e o Galeão foi construído pra conectar o Brasil pro mundo , a verdade é que o rio foi abandonado , a força econômica se estabeleceu em SP e o que nos restou foi o turismo que não é bem explorado pra ser uma ideia Paris recebeu num trimestre com pandemia mais de 3 milhões de visitantes estrangeiros e o Rio não vou nem divulgar , é só a gente pesquisar a quantidade de voos internacionais que o GIG perdeu.

  3. Esse é um dos estragos que o Rio herdou quando deixou de ser capital federal , a capital do Brasil foi embora , a força econômica se estabeleceu em são paulo e o que sobrou pro rio foi o turismo que muito foi prejudicado pela tal violência , o Galeão hoje é um lugar cercado por lugares que em determinados horários é perigoso passar , tentaram levar o BRT mas o BRT é uma falência e agora ta ai a gente assistindo o Galeão sucumbir a passos largos .

  4. Como a própria matéria diz, o SDU está operando acima da sua capacidade ou seja o problema não é falta de demanda, estão inventando a tese do falso esvaziamento econômico e da violência para dizer que o Galeão tá perdendo força. Isso tudo é um projeto muito bem articulado pela paulistada, as companhias áreas e o governo de SP, só não vê quem não quer. E agora caminhamos para reeleger um governador bunda mole que não irá fazer nada como já não vinha fazendo (Claudio Castro) cujo o único interesse é assaltar os cofres públicos. Meus parabéns ao envolvidos!

    • depois assista uma entrevista do ex ceo da azul , antes de viracopos ser o Hub principal e um dos maiores do Brasil o Galeão foi escolhido pra essa missão mas na época um tal governador do estado exigiu alguma coisa estranha da empresa e fez a azul procurar outro lugar.

  5. O esvaziamento do aeroporto internacional do Galeão nunca foi um acaso, e sim um projeto.

    A elite carioca, que fez coro ao argumento das aéreas sediadas em SP de que o Galeão era ‘longe e perigoso’, agora assiste atônita e perplexa ao esvaziamento do seu queridinho… Santos-Dumont !

    Que cariocas e fluminenses entendam definitivamente a importância de seu aeroporto internacional para: aumento de turismo, redução das tarifas de passagens, comércio exterior por via aérea e aumento do PIB. E cobremos das autoridades melhorias em seu acesso e mais segurança.

    Desta forma, a cidade voltaria a ser a porta de entrada do Brasil, que beneficiará voos de longa distância no GIG, e de curta em aeródromos complementares como SDU.

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