A empreitada para a organização do Réveillon 2023 no Rio de Janeiro foi uma verdadeira novela. Em agosto deste ano, a empresa municipal de turismo, Riotur, informou que a primeira licitação não logrou êxito, pois a única participante não apresentou os documentos. Foi feita nova licitação, vencida pela M/Checon Design e Cenografia. Mas a Checon também não seguiu com a organização do evento e a Prefeitura definiu que a SR Promoções, mais uma vez, seria a escolhida para promover a festa da virada em diversos pontos da cidade, desta vez por dispensa emergencial. A empresa recebeu R$ 28,6 milhões para organizar o evento.
O gabinete da vereadora Teresa Bergher (Cidadania) fez um levantamento e descobriu que a SR, desde 2009, teve oito contratos com o município, no total de R$ 49,4 milhões. Até 2021, todos tinham ilegibilidade de licitação, pela prestação de serviços técnicos especializados.
Segundo o gabinete, há, ainda, três termos de reconhecimento de dívida, que somam R$ 23,1 milhões. São despesas não contempladas pelos patrocínios nos cadernos de encargos.
A SR Promoções totaliza contratos na ordem de R$ 72,5 milhões, desde 2009. Todos com a Riotur. A vereadora Teresa Bergher informa que vai encaminhar requerimento de informações à Prefeitura para saber por que sempre a SR é A escolhida, bom ramo com tantas empresas capacitadas.
“Não faz sentido! Uma empresa vencer a licitação, mas a Riotur cavar contratando uma outra empresa por dispensa emergencial. E, pior, esta outra empresa já foi contratada outras vezes por inexigibilidade. A Riotur precisa se explicar”, diz Bergher.
Procurada pelo DIÁRIO DO RIO, a Riotur, até o fechamento desta matéria, não se pronunciou sobre o caso.