29/10/2009 - ESPECIAL - Revitalização da Glória. Na foto, fachada do Hotel Gloria. Foto de Paulo Alvadia / Ag. O Dia CIDADE, OBRA PÚBLICA

O histórico Hotel Glória passou por uma vistoria feita por engenheiros convidados pela Prefeitura do Rio e a constatação é que seria melhor implodir o imóvel a fazer uma reforma.

Recentemente, o DIÁRIO DO RIO publicou que hoje em dia, o Hotel encontra-se deteriorado. Imagens (publicadas nesta matéria) do interior do prédio mostram que o passado de requinte ficou para trás.

Há mais de 10 anos, em 2008, após 86 anos de atividade e 50 anos como propriedade da família de Eduardo Tapajós, o hotel foi vendido ao empresário Eike Batista por R$ 80 milhões. Eike declarou, à época, que traria de volta o “charme dos anos 1920” e transformaria o estabelecimento em um 6 estrelas.

Em agosto de 2010, o BNDES anunciou um financiamento de R$ 146,5 milhões para a reforma do hotel, dentro da linha “ProCopa Turismo”, visando a Copa do Mundo de 2014. Em 2013, contudo, veio a bancarrota do Grupo EBX, de Eike Batista, e as obras foram paralisadas.

Todavia, logo após desfeito o primeiro negócio, o empresário cedeu o Hotel, para pagar dívidas, ao fundo soberano de Abu Dhabi, o Mubadala. O valor da transação não foi divulgado. Os novos donos do Hotel ainda não começaram as obras e o prédio segue em estado de abandono.

O Hotel, erguido para receber convidados que chegaram ao Brasil para as comemorações do Centenário da Independência, também ficou famoso pelos eventos que eram realizados lá. Entre eles, convenções, congressos e bailes de formaturas de grande porte. Foi um dos hotéis mais importantes do Rio por um bom tempo.

29 COMENTÁRIOS

  1. Existe um perigo maior, o heliponto sobre prédio anexo, náo projetado para receber toneladas sobre sua estrutura que hoje se encontra em ruína. A construção e licenças, todas sob suspeita de tráfico de influências, foram questionadas em Ação Civil Pública. Agora a pergunta: até quando o escombro vai resistir ? existe o risco de desabar, engenheiros?

  2. De engenharia estes aí não entendem nada, não sabem nem projetar uma ciclo via. Se fosse em um país sério estariam na cadeia. Está é mais uma esxxxperrrteza a mando de alguém, são uns eternos laranjas esses engenheiros locais. O Hotel Glória é um patrimônio do Brasil, um monumento de nossa história. Que façam suas caixas de concreto lá na Barra.

  3. Que engenheiros foram esses, será que tbm são eviados do Senhor, aquele terreno deve valer uma nota, e ñ duvido nada q a igreja do titio, venha a se envolver com a compra, afinal de contas o braço imobiliário da seita sabe usar direitinho o dinheiro que é recolhido para Deus.
    Vade Retro…

  4. eu trabalhe na reforma na época que Eike comprou, trabalhei na parte de recuperação estrutural, realmente o hotel esta completamente detonado por dentro, todos pilares com ferragens aparentes, e principalmente os pilares do heliporto. O custo para recuperação é enorme, mas é um ícone de arquitetura do Rio de Janeiro e deveria ser tombado e restaurando imediatamente, antes que tenha um colapso.

    • Concordo plenamente com a Enga Karla Salles! Eh o caminho correto a ser seguido;
      A restauracao do patrimonio historico e recuperacao da estrutura me parece mais racional.
      A tecnologia de recuperacao esta disponivel para ser aplicada com vantagens!
      A visao de implodir e reconstruir eh tipica no Brasil e traduz uma pratica e cultura predadora.

  5. Que façam a implosão mas não esqueçam de colocar embaixo o senhor Eike Batista, um dos maiores ladrões petistas da história do país, para que lá fique sepultado eternamente em berço esplêndido.

  6. Eu morei no Edifício Ipu, que fica bem ao lado do Hotel Glória e aparece na primeira foto. Um lugar ótimo para morar, perto de tudo, em frente à Praça São Sebastião e, do sétimo andar, onde morei, uma vista maravilhosa da Baía de Guanabara, de ponte Rio Niterói e do Centro da Cidade. Infelizmente, as administrações privadas só pesam em lucro, em dinheiro, e as públicas, em geral, são corruptas e sem consciência do valor histórico e cultural do lugar. Seria recomendável o tombamento e restauração não só do Hotel Glória, mas de um complexo mais amplo de edificações e espaços nessa região do Rio.

  7. Acho melhor uma caixa d’água dessa escondendo os morros, do que ficar vendo aquelas favelas, se fosse pelos menos uma flores maravilhosa, tudo bem, mas não é.

  8. Não sou engenheiro mas acho muito estranho esta teoria de “implosão”. O Hotel Nacional ficou abandonado quantos anos ? E as torres redondas do Athaydeville ? Datam dos anos 70 ! Claro que aí tem coisa !

    • Anderson, a sua indagação é válida. As leis da física
      envolvem bem as coisas criadas pelo homem, e a construção civil não foge à regra. Qualquer cálculo mal feito pode acarretar um colapso na estrutura. No seu comentário há dois casos distintos. As torres do Alfaville não devem ter sofrido nenhuma intervenção estrutural. Já o hotel Glória deve ter passado por uma possível modificação. Quem informou sobre a implosão do hotel Glória deve estar embasado. Assim como se manifesta de maneira triste um dentista quando certifica a extração de um dente, um engenheiro se mágoa quando destrói algo que foi edificado.

  9. Olá a todos. O texto diz que “Os engenheiros constataram que seria melhor implodir a fazer uma reforma.”. Os engenheiros não foram convidados para fazer uma análise estrutural do prédio, pois esta vai muito bem, obrigado. Eles foram convidados para avaliar custos. E é óbvio para qualquer pessoa com o mínimo de experiência com obras que reformar um prédio antigo (ou ainda uma casa) é muitas vezes mais caro do que destruí-lo e construir outro novo!! A visão ali é apenas de gastos e economias, ou ainda, de lucros. Não há e nem nunca houve qualquer preocupação com o patrimônio histórico e cultural. Na minha opinião o prédio deveria ser tombado patrimônio histórico e cultural no mínimo do Estado do Rio de Janeiro! Demolir aquele prédio é demolir um ícone da história carioca, um cartão postal do Rio Antigo. Muitos crimes já foram cometidos durante obras e reformas daquele prédio, mas isso não justifica o crime maior, que seria a sua demolição. Voto pela preservação do prédio! (Mesmo que esta votação “ainda” não exista)

    • Concordo. Deveriam tombar a fachada do prédio e fazer um ‘retrofit’, reformando o seu interior… Como se faz em países desenvolvidos… Aqui ñ se preserva a história… País que ñ preza sua memória!… Lamentável!…

  10. Se estivesse na Prefeitura ou no GERJ, desapropriaria o prédio. Pelo seu valor histórico, seria melhor fazer uma concessão de uso ou transformá-lo numa escola ou universidade.

  11. Isso foi um tremendo larajão, investiram muito menos que o emprestimo. Quase dobrarão o capital investido. E finalizando entregaram o predio por conta da divida. Deu pra entender ???? Ou quer que eu desenhe.

  12. Na época de sua construção, o Hotel Glória foi criticado como um exemplar da “arquitetura caixa d’água que empareda a vista dos morros do Rio de Janeiro” (José Marianno Filho in “Urbanite Aguda”).
    Pois de lá pra cá essa mesma “arquitetura caixa d’água” nada mais fez do que se espalhar como praga, emporcalhando e outrora Cidade Maravilhosa e escondendo suas belezas naturais. Chega a ser irônico que o Rio vá sediar, em 2020, um encontro internacional de arquitetura.
    Por outro lado, mesmo aqueles que defendem esse tipo de arquitetura hão de admitir que a intromissão desses bancos e fundos de investimento só fizeram piorar a situação do patrimônio histórico. Há exemplo mais escandaloso que a morte da rua da Carioca por obra e graça do Banco Opportunity?

  13. Se a estrutura está abalada, é melhor interditar a calçada estreita onde passamos diariamente ,correndo risco. A área já deveria está devidamente isolada!!!! Brasil país que prefere destruir suas memórias !!!’ ?

  14. É uma pena ver mais um património carioca ser posto abaixo. Apesar do custo, sempre é melhor preservar do que derrubar. Cada vez que isso acontece, é uma parte da história do Rio que se vai…

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