Foto: Reprodução internet

Esta semana quando se comemorou o feriado pelo Dia da Consciência Negra um episódio desagradável teve lugar na Igreja do Sagrado Coração de Jesus . Um grupo de Católicos auto proclamados Conservadores desafiaram o Padre em razão de o mesmo ter programado uma Missa com um apelo afro para comemorar o dia de Zumbi.

Não existe pelo Código Canônico ou outros documentos da Igreja Católica grupos reconhecidos de correntes diferentes. Católicos progressistas ou conservadores devem seguir as diretrizes do Papa Francisco, Romano Pontífice que está em pleno exercício do Ministério Petrino. O Católico pode pessoalmente ser conservador ou progressista, mas independentemente da  corrente que simpatize, está sob a obediência da Igreja. Não é admissível que um grupo que discorde de uma Missa que vise homenagear um povo sofrido como os negros, afrontem descaradamente o Sacerdote no local do Culto, queiram impor o que é permitido ou vedado ao Padre fazer e ainda queiram abrir uma discussão sobre o que é ou não permitido segundo o Missal Romano.

Todos os Católicos, concordem ou não com as diretrizes da Igreja determinada pela Sé Apostólica são obrigados a segui-la ou, em último caso, a procurar uma confissão religiosa que melhor se coadune com seus pensamentos. Existem meios pacíficos para que os leigos possam fazer ponderações junto ao comando local da Igreja, no caso a Arquidiocese.

O mais perigoso do fato ocorrido é o precedente que se abriria caso o Padre cedesse à turba conservadora e não realizasse a Missa como havia programado. Se tal situação acontecesse, Católicos radicais, e sim, existem radicais na Igreja Católica, passariam a se sentir o direito de apontar o dedo para a face do Padre, realizar tumultos e através de pressão escandalosa tentar impor a forma como o Padre “reza a Missa”. O Sacerdote é o responsável pelo local do Culto e pela Liturgia e não responde a fiéis e sim a seus superiores hierárquicos.

Será que a Igreja Católica terá de conviver com grupos radicais que de nada servem. O radicalismo e a intolerância religiosa não tem cabimento no ensinamentos do Evangelho, instrumento de pacificação, revelação e graça de Deus. Posso até não concordar com certos modernismos, mas sou Católico Apostólico Romano. O momento em que vou a Missa, independentemente do Padre, da execução da Liturgia e de outros detalhes menores, estou ali para testemunhar o mistério da fé, o transformação do pão e vinho no corpo e sangue de Cristo, Sua dolorosa paixão e Sua ressurreição no terceiro dia. As lideranças Católicas devem posicionar-se de forma clara e inequívoca contra radicalismos. Vemos mundo afora mortes, atentados e guerras em nome da Fé. Não é isso que queremos para nossa Igreja.

3 COMENTÁRIOS

  1. O cara que fez esse texto é um baita de um safado pilantra querendo distorcer a realidade. Não existe esse tipo de missa (afro, sertaneja). É abuso litúrgico total. Procurou saber sobre o sacrosanctum concilium? Aposto que não, pois se procurasse não falaria tanta besteira! Outro detalhe, o papa Francisco é autoridade porém suas atitudes não estão em sintonia com os documentos e instruções da Santa Sé. Atitudes essas públicas. Texto porcaria, porcaria. Nem na África tem esse tipo de missa.

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