Dos 6 deputados estaduais eleitos pelo PT no RJ, 5 são mulheres

As deputadas Elika Takimoto, Verônica Lima, Zeidan, Mariana do MST e Carla Machado compõe a bancada feminina da Alerj a partir de 2023

Novo plenário da Alerj, no Centro do Rio - Foto: Julia Passos

A maioria dos deputados estaduais eleitos pelo partido dos trabalhadores (PT) é de mulheres. São elas: Elika Takimoto, Verônica Lima, Zeidan, Mariana do MST e Carla Machado. Entre os candidatos masculinos do partido, apenas Andrezinho Ceciliano, filho de André Ceciliano, que concorreu ao senado federal, foi eleito pelo partido.

A candidatura de mulheres foi uma ação coordenada pelo partido, que tinha essa medida como um dos seus objetivos para as eleições de 2022. Conheça as cinco deputadas estaduais, que irão compor a bancada do PT na Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) a partir de 2023.

Elika Takimoto é professora de Física do Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca CEFET/RJ, doutora em Filosofia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), mestre em História pela UFRJ e escritora. Com 95.263 votos, a deputada foi a mulher mais votada da história do PT na Alerj na eleição deste ano. Em seu primeiro mandato, as propostas da deputada são voltadas em maior para educação, sua área de atuação.

Verônica Lima é vereadora de Niterói e foi a primeira mulher negra a assumir o cargo na história da cidade. A deputada é defende putas voltada para os direitos humanos, do povo negro, das mulheres e das políticas de assistência social para os que mais precisam. A parlamentar é autora de importantes projetos de lei como o primeiro Estatuto Municipal de Igualdade Racial do Brasil, com cotas de 20% para negros e negras nos concursos públicos; a Lei que destina 3% das vagas em serviços e obras públicas para moradores em situação de rua, o primeiro Estatuto da Pessoa Gestante do país, garantindo direitos e o combate à violência obstétrica e o Programa de Enfrentamento às Fake News.

Zeidan foi reeleita e cumprirá seu terceiro mandato na Alerj. Nas duas eleições anteriores, foi a deputada estadual mais votada do PT. A parlamentar criou a comissão especial para fiscalizar os gastos do Estado no combate à pandemia de novo coronavírus, com objetivo de acompanhar a situação fiscal e orçamentária em relação à atuação de combate a prevenção à Covid-19. A parlamentar também foi relatora da CPI da violência contra a mulher e da CPI do Feminicídio, propôs as CPIs para investigar o lobby da Fetranspor; os desvios no Bilhete Único e Riocard e votou contra a privatização da Cedae durante o governo Pezão.

Marina do MST é assistente social, mestra em geografia, dirigente nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e atuou como coordenadora do Escritório Nacional do MST em Brasília. De origem de uma família de camponeses, foi bóia-fria e integrante do movimento social desde os 14 anos. Suas principais pautas da deputada são voltadas para o investimento na agroecologia, na agricultura familiar e na produção orgânica e saudável, com atenção especial ao campo, às favelas e periferias, na regulação fundiária e acesso à moradia.

Carla Machado é professora de ensino fundamental e servidora pública. Foi Secretaria de Educação, Vereadora Presidente da Câmara de São João da Barra, onde foi Prefeita e a primeira mulher a estar neste cargo por 4 mandatos. Na prefeitura da cidade, projetos implementou medidas como: a transferência de renda para famílias em vulnerabilidade social, o transporte universitário e implementou o Aluguel social na cidade.

Costa do mar, do Rio, Carioca, da Zona Sul à Oeste, litorânea e pisciana. Como peixe nos meandros da cidade, circulante, aspirante à justiça - advogada, engajada, jornalista aspirante. Do tantã das avenidas, dos blocos de carnaval à força de transformação da política acreditando na informação como salvaguarda de um novo tempo: sonhadora ansiosa por fazer-valer!
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