Epidemia de dengue no RJ deixa condomínios em alerta

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Depois do governador do Rio de Janeiro, Claudio Castro, decretar que o estado vive uma epidemia de dengue, com o número de casos chegando a quase 50 mil, desde o início do ano, número 20 vezes maior que o esperado para esse período, a sociedade se mobiliza para adotar medidas que minimizem a proliferação do mosquito.

Com a estimativa de aumento da doença, as residências fluminenses, sobretudo os condomínios do estado, devem se atentar aos riscos e prevenir a propagação do mosquito Aedes Aegypti, vetor de transmissão não apenas da dengue, mas da zika e chikungunya.

Combater o Aedes Aegypti em um condomínio é uma tarefa coletiva que requer o engajamento de todos os moradores, síndicos, administradoras e equipes responsáveis pela manutenção. Apesar do mosquito da dengue ter um raio de atuação de apenas 100 metros e atingir uma altura máxima de três metros, o inseto consegue chegar nos andares mais altos dos prédios.

A tendência não é que o Aedes aegypti opte por lugares mais altos, mas engana-se quem pensa estar protegido da dengue por morar em apartamento. O comum é que os focos fiquem mais concentrados no térreo ou no primeiro andar, mas isso não impede o acesso do mosquito em todos os andares do condomínio, e até na cobertura.

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Essa ação pode acontecer porque o Aedes aegypti consegue “pegar carona” nos elevadores e bolsas dos moradores. Em outros casos, o acesso pode ser através de recipientes que contenham ovo ou larva do mosquito.

A uCondo, plataforma de gestão de condomínios com mais de 370 mil usuários no app em 4 mil condomínios do país, separou cinco dicas essenciais para combater a dengue no condomínio:

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1- Informação: nem todo mundo acompanha os jornais e muitos não têm ideia que estamos vivendo uma epidemia de dengue. Por isso, a informação deve estar em primeiro lugar. Vale utilizar os aplicativos de gestão e comunicação do condomínio e todos os meios para avisos, notificações de vistorias, alertas de casos na região e os riscos da doença. Promover campanhas de conscientização relembra a todos as medidas preventivas e pode salvar vidas.;

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2- Eliminação de criadouros: inspecionar regularmente todas as áreas comuns e unidades do condomínio em busca de objetos que possam acumular água parada, como vasos de plantas, pneus velhos, garrafas vazias e calhas entupidas;

3- Manutenção adequada: manter as áreas comuns limpas e bem cuidadas, com atenção especial para a manutenção de piscinas, jardins e espaços de lazer;

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4-Coleta de lixo: ter um sistema eficaz de coleta de lixo, evitando o acúmulo de objetos que possam se tornar criadouros de mosquitos. Incentivar o descarte correto dos resíduos.

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5 Vistorias regulares: não é indicado aguardar os agentes públicos para verificar onde estão possíveis focos, já que há uma epidemia da doença. Por isso, vale organizar vistorias regulares para identificar se há reprodução do mosquito. Estabelecer um cronograma de inspeções e ações corretivas. Para isso, vale envolver condôminos e funcionários.

No Brasil, as notificações no primeiro mês do ano foram de 217 mil casos, contra 65 mil no ano passado, de acordo com o Ministério da Saúde, e a expectativa é que ainda em fevereiro o pico do ano passado seja ultrapassado. 

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