Escola Oga Mitá é acusada de não aceitar aluno autista

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Uma mãe denunciou, em um grupo no Facebook, que a Escola Oga Mitá, localizada no bairro da Tijuca, não aceitou um aluno que tem autismo.

A mãe conta, como é possível ver no print abaixo, que ligou, informando que seu filho tem TEA (Transtorno do Espectro Altista), e recebeu como resposta que não havia vagas. Contudo, ela ligou outra vez e não comentou sobre a situação do menino e teve como retorno a informação de que há vagas na Escola.

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Advogados, em contato com o DIÁRIO DO RIO, alertam que existe uma lei que obriga as escolas aceitar alunos com TEA e, ainda, a contratar mediadores para acompanhar essas crianças.

A Escola Oga Mitá se posicionou sobre o caso:

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A Escola Oga Mitá pratica educação inclusiva desde a sua fundação na década de 1970. Sempre recebemos e atendemos, sem qualquer excludente, pessoas de todos os matizes. Em nenhum momento da nossa trajetória como instituição de ensino rejeitamos matrículas somente por serem consideradas de inclusão. Pelo contrário, temos muita honra em saber que somos considerados referência no atendimento/educação/ensino de crianças e adolescentes com síndromes, ou transtornos e/ou dificuldades de aprendizagens. Os números da nossa instituição corroboram a nossa prática:20% do total dos nossos alunos é composto por crianças e adolescentes com as mais diversas síndromes e/ou transtornos. 

A Escola Oga Mitá vem a público prestar esclarecimentos sobre a reclamação feita em uma rede social, na qual uma mãe afirma que a escola se recusa a receber um aluno autista. Após a denúncia, verificamos nossos processos e identificamos que realmente houve um engano nessa comunicação, pois não é um procedimento da escola passar esse tipo de informação por telefone. Lamentamos imensamente o ocorrido e nos sensibilizamos pelo transtorno causado. A garantia aos direitos fundamentais de todos e todas é uma prática que vivemos no nosso dia a dia.

Fazemos inclusão cuidadosamente, respeitando os nossos critérios psicopedagógicos de qualidade e considerando o pequeno tamanho das nossas turmas, definido no nosso Projeto Político Pedagógico. Infelizmente, não temos como atender a todos e todas que desejam a educação/ensino na nossa instituição por limitações físicas e pedagógicas. É fato que, após a legislação específica da inclusão escolar, tivemos aumento da demanda de crianças com transtornos e/ou síndromes em nossa escola, o que demonstra a credibilidade no nosso trabalho e também a baixa oferta em outras instituições da região.

Nos últimos dias fomos alvo de informações imprecisas e não verdadeiras em muitos canais, inclusive na imprensa. Por outro lado, nos orgulhamos em saber que muitas pessoas foram espontaneamente às redes compartilhar suas experiências e rebater acusações. 

Mediante o ocorrido, a Direção da Escola Oga Mitá nomeia uma Comissão Disciplinar para acompanhar os trâmites do caso, juntamente com o Conselho Tutelar, sendo tudo fiscalizado pelo Ministério Público. Dessa maneira, reafirmamos o nosso compromisso com a educação e com o respeito aos direitos fundamentais de todos e todas.



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9 COMENTÁRIOS

  1. Tina Szabados
    Querida, não conheço a Escola, mas sempre pensei em conhecer, qdo meu filho era menino… Assim, acredito que deve ter um limite xis para os considerados especiais, acho super normal, se colocasse todas as vagas a disposição dos que precisam de assistência, a Escola se tornaria outra escola, só para atender às crianças especiais, o que não seria bom, pois as crianças especiais devem conviver, normalmente, umas com as outras. Concorda comigo?
    A tua preocupação é compreensível, mas entenda tbm o lado da Escola. Não deve ser uma Escola só para Especiais, deve ser inclusiva.
    Sempre ouvi falar muito bem dessa Escola, não a deprecie, sem procurar entender o outro lado.
    Desculpe a intromissão…

  2. Péssima matéria, a escola aceita vários alunos com deficiência e ajuda a todos, muitas escolas não aceitam ninguém com deficiência e ainda falam mal da escola que mais aceita? Toda escola tem seu limite de gente, e pode acabar enchendo, já estudei na escola e conheci muitos autistas estudando lá.
    Péssimo trabalho.

  3. Há cerca de 2 anos aconteceu também como meu filho deficiente auditivo oralizado. Me colocaram nessa fila de espera da mentira e NUNCA me retornaram. Me decepcionou muito, ainda bem que uma mãe denunciou. Fiquei triste pois antes de ter filhos eu já queria q eles estudassem na Oga.

  4. Que tal ouvir o lado da escola também ?

    Existem diversos alunos autistas na escola, inclusive é uma escola de referência nesse sentido!

    Reportagem tendenciosa e mentirosa.

    • Aconteceu comigo e com várias outras mães, infelizmente… Não é mentira. A escola está negando matrículas a novos alunos com Autismo. Mantém os antigos porque não pode remove-los da escola, mas tb não aceita novos. Toda vez que alguém chega em busca de vaga para crianças com Autismo por lá, sobretudo Autismo Clássico e Moderado, a escola alega não ter vagas disponíveis e joga tais alunos numa lista de espera ilusória, mentindo aos pais com a promessa de que irão entrar em contato assim que a vaga surgir. Só de quinta pra sábado, conversei com vários pais e mães que tiveram matrículas negadas ao informar o Autismo nos filhos e as crianças foram jogadas nessas listas por dois, quatro, seis e até 10 anos – sem nunca terem sido chamadas. No ano passado, meu filho já tinha sido jogado nessa lista com a promessa falsa de que para o ano que vem, seria mais fácil encontrar vagas por não se tratar mais do primeiro ano Fundamental. Nem para vivência chamaram meu filho. Bastou eu dizer que ele tinha autismo… Esse ano, qdo entrei em contato novamente para saber das “novas vagas”, fui informada, depois que pegaram meu nome completo e o do meu filho para checar no cadastro de solicitação de vagas que fizemos no ano passado, que NÃO HAVIA MAIS NENHUMA VAGA NA ESCOLA PARA O SEGUNDO ANO, EM NENHUMA TURMA, EM NENHUM TURNO. Mas liguei depois, sem falar os nossos nomes, sem dizer que já havia feito visita à escola no ano passado e SEM FALAR DO AUTISMO e fui informada que havia vagas e fui convidada a conhecer a escola! Eu cheguei a dizer que precisava da confirmação da existência da vaga para não marcar a visita e não ter vaga depois e foi dito que não haveria problemas sobre isso porque havia vaga sim. Foi triste, foi humilhante. Olhei meu filho inocente brincando e chorei copiosamente. Só quem já passou por isso, sabe a sensação de estar sozinha diante de uma injustiça, de estar abandonada, de não poder livrar o próprio filho do peso do preconceito dentro, inclusive, de um ambiente escolar – que prega a inclusão, mas faz o oposto.

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