Especialista é a favor proibição de celulares nas salas do Rio, mas é preciso regras de uso

Uso de celular na sala de aula prejudica a aprendizagem e a concentração dos alunos, mas em outros ambientes da escola é relevante desde que tenham regras de uso

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Foto de cottonbro

A Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro começou no dia 11 de dezembro uma consulta pública sobre a proibição total dos telefones celulares nas escolas. Atualmente, os alunos podem usar os aparelhos nos intervalos ou em sala, para alguma atividade específica. A ideia da pasta é restringir em todo o horário escolar. Vários países já implementaram essa medida. Na avaliação da especialista Aline Soaper, idealizadora da EfincKids, metodologia que já está sendo ministrada para crianças dentro do ambiente escolar para ensinar educação financeira, o uso de celular na sala de aula prejudica a aprendizagem e a concentração dos alunos, mas em outros ambientes da escola é relevante desde que tenham regras de uso.

As crianças precisam aprender a seguir regras. Na sala de aula o celular atrapalha a concentração e não deve ser utilizado. Mas durante o intervalo pode ser útil para se comunicar com os pais. Durante a saída da escola para facilitar a comunicação e por questão de segurança. Mas as regras de restrição devem ser seguidas. O uso deve ser apenas para se comunicar com os pais, o período de intervalo também é um espaço de aprendizado onde as crianças precisam desenvolver as habilidades de socialização com outras crianças, o uso do celular durante o intervalo dificulta as relações pessoais.”, afirma a educadora à frente da EfincKids.

Desde agosto, o uso do aparelho celular já é proibido nas salas de aula do Rio de Janeiro. A ideia do município é ampliar essa restrição vetando também o uso do telefone nos intervalos e no horário do recreio nas escolas públicas municipais. O objetivo dessa medida é acompanhar o Relatório de Monitoramento Global da Educação de 2023. As escolas particulares também estudam aderir a medida.

Vale destacar que qualquer cidadão pode opinar sobre essa restrição no site oficial da prefeitura. O secretário municipal de Educação, Renan Ferreirinha, defendeu a ampliação. “Nós precisamos educar nossas crianças com novos hábitos e impor regras para o momento que estamos vivendo. O uso irrestrito, sem limites, de celulares, prejudica muito a concentração e, consequentemente, a aprendizagem. A escola tem que ser o centro da atenção”, afirmou o secretário.

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