Estado do Rio tem aumento de 300% nos casos de dengue

De janeiro a outubro de 2022 foram notificados 10.471 casos e 14 óbitos pela doença; número de pacientes com Chikungunya no estado também cresceu 24%, enquanto os casos de Zika reduziram em 56,8%

Foto: Reprodução/Internet

Um levantamento da Secretaria de Estado de Saúde (SES) aponta que os casos de dengue tiveram um aumento de 300% no Estado do Rio de Janeiro em 2022. De janeiro a outubro deste ano, foram notificados 10.471 casos e 14 mortes pela doença. No mesmo período no ano passado, foram 2.613 notificações e 4 mortes.

O secretário Alexandre Chieppe explica que atualmente, a maior circulação no estado é dos sorotipos 1 e 2. O mais predominante é o segundo, o DENV-2, que não circula no estado desde 2008. De acordo com Chieppe, esse é um dos motivos do aumento de casos registrado nesse ano.

Os dados da pesquisa ainda revelam um crescimento de 24% no registro de pacientes com Chikungunya este ano. Segundo os registros no Sistema de Informação de Agravos de Notificação, em 2022, o Rio teve 611 casos e nenhum óbito pela doença. Em 2021, também não houve mortes, mas o número de casos foi menor: 492.

Já os casos de Zika apresentaram redução de 56,8% entre janeiro e outubro de 2021 e 2022.

A dengue é uma doença febril aguda transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti, que também transmite a zika e a chikungunya. Para tentar conter o aumento dos casos, a Secretaria Estadual de Saúde criou um Plano de Contingência que tem como objetivos o monitoramento da circulação viral da arboviroses em todas as regiões do estado, a identificação das áreas de maior risco, a promoção permanente de mobilização social, a qualificação da assistência para atendimento aos pacientes, a detecção precoce dos casos e a organização da rede assistencial para acompanhamento dos casos na fase crônica.

A pasta afirmou também que realiza ações educativas para orientar a população sobre as medidas para a prevenção das doenças. Para se proteger contra as doenças causadas pelo mosquito é preciso evitar os focos de larvas, que se desenvolvem em recipientes com água parada, como vasos de plantas, pneus, garrafas, piscinas sem uso e sem manutenção, caixas d’água destampadas e até tampas de garrafas.

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