Estelionatário que aplicava golpes em mulheres é preso em hotel 5 estrelas em Copacabana

“Trata-se de um criminoso recorrente, que se aproveita da boa aparência para atrair mulheres e delas subtrair valores e informações bancárias," disse o delegado responsável pelo caso

Matheus Rodrigues Azin foi preso em flagrante por estelionato em um hotel na Zona Sul cidade / Foto: Reprodução

O estelionatário Matheus Rodrigues Azin, de 28 anos foi preso em flagrante por policiais da 9ª DP (Catete) dentro de um hotel cinco estrelas de Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Segundo a polícia, Azin teria praticado o crime de estelionato contra duas modelos que estavam hospedadas no mesmo hotel onde foi abordado.

Ele deu um prejuízo de aproximadamente R$ 22 mil ao furtar cartões de crédito e pedir transferências bancárias por PIX às mulheres, as quais teria se apresentado como investidor. De posse do dinheiro, Matheus Rodrigues Azin comprou ingressos para festas, frequentou bares e restaurantes de luxo no Leblon.

De acordo com o relato de uma das vítimas, ela e Azin teriam se conhecido há mais ou menos um mês. Apesar do pouco contato, o homem teria insistido para que ela lhe repassasse R$ 10 mil sob a promessa de investimento em ações as quais lhe renderiam lucros dobrados. A astúcia do criminoso foi tanta que ele chegou a iniciar um romance com a mulher, recebendo-a em um quarto de um hotel de luxo, em Curitiba, o qual ele ornamentou com pétalas de rosa, além de programar viagens românticas. Por sorte, a modelo descobriu que estava sendo duplamente enganada.

Brenda Gondacki, de 23 anos, disse ao jornal O Globo que conheceu Matheus Rodrigues Azin pelas redes sociais e que ambos possuem amigos em comum. Boa pinta, Azin iniciou uma série de abordagens para dar início ao golpe.

“Estou arrasada por ter confiado em uma pessoa que acredita na própria mentira. Nos conhecemos pelas redes sociais e tínhamos amigos em comum, saímos para festas e jantares, então pensei que ele realmente fosse uma boa pinta. Depois de alguns dias, ele começou a dizer estar apaixonado e a fazer programações, como planejar viagens e disse que iríamos até assistir a Copa do Mundo no Catar. Ele gosta de curtir a vida boa às custas dos outros e me fez uma lavagem cerebral,” disse a modelo ao jornal.

A outra vítima, que chegou ao Rio de Janeiro em 25/11, teria conhecido o estelionatário através de um amigo em comum. À polícia, a mulher relatou que ambos iniciaram um relacionamento afetivo, após o qual Matheus teria começado as investidas para que a modelo fizesse transferências bancárias via PIX no montante de R$ 3.600 com o objetivo de comprar ingressos para uma festa, sob o argumento de que sua conta estaria bloqueada. Na sequência, ao pagar um drink no bar do hotel, o criminoso teria visto a senha da modelo digitada na máquina de pagamento. Na mesma noite, ele realizou compras no valor de R$ 9.700 com o seu cartão de crédito em estabelecimentos diferentes.

Em depoimento aos policiais 9ª DP, a vítima teria afirmado que, em 1/12, após tomar o café da manhã no hotel, ela foi avisada que Matheus teria ido embora, deixando um débito de R$ 1 mil, pelo qual a mulher teve que pagar. Foi pelas redes sociais, três dias depois do ocorrido, que a modelo teria descoberto que Azin também havia enganado outras mulheres com o mesmo modus operandi.

O delegado Felipe Santoro, titular da 9ª DP, disse ao jornal O Globo que o estelionatário faz uso da sua boa aparência para atrair vítimas em potencial, para a aplicação de golpes que financiem uma vida de luxos sem trabalho ou rendimentos próprios.

“Trata-se de um criminoso recorrente, que se aproveita da boa aparência para atrair mulheres e delas subtrair valores e informações bancárias. Assim ele mantém uma rotina de luxo, que inclui produtos e serviços de alto padrão. Por isso, é importante que todos fiquem atentos para não manterem relações nem fornecerem dados pessoais a estranhos para que não se tornem novas vítimas de golpes semelhantes,” afirmou o delegado.

Matheus Rodrigues Azin exibe nas redes sociais uma vida de sonho, com muita ostentação e viagens a destinos nacionais e internacionais cobiçados, como: Tulum, no México, e Ilhas Maldivas.

Azin vai responder ainda por tentativa de corrupção, pois, ao ser preso, ele ofereceu R$ 10 mil e um relógio a cada um dos policiais da 9ª DP. Ele também é investigado pela Polícia Civil de São Paulo em inquéritos por estelionato.

As informações são do jornal O Globo.

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