Estudantes da UFRJ se mobilizam para ajudar região na Ilha do Governador a ser reconhecida como bairro; entenda

Idealizadores do projeto ''Engenhando a Cidade'', Francisco Victer, Severino Virginio e Yan Monteiro lutam pela regularização fundiária de Tubiacanga

Ilha do Governador - Foto: José Dantas

Há cerca de quatro anos, três estudantes de Engenharia da Escola Politécnica da UFRJ desenvolveram um projeto de voluntariado ambiental que visa contribuir com ações voltadas a melhorias de locais sob responsabilidade do poder público no Rio de Janeiro. Intitulada de ”Engenhando a Cidade”, a iniciativa, comandada Francisco Victer, Severino Virginio e Yan Monteiro, desta vez tem como foco a Ilha do Governador, Zona Norte carioca, onde moram.

Em 2017, uma lei aprovada pela Câmara Municipal determinou que a região conhecida como Tubiacanga, vinculada ao Aeroporto Internacional Tom Jobim, se tornasse oficialmente um bairro, resultado de uma subdivisão de área federal no bairro do Galeão. No entanto, até hoje isso não foi implementado.

Sendo assim, Francisco, Yan e Severino, por meio de seu projeto, enviaram recentemente um ofício ao ministro de Portos e Aeroportos, Márcio França, e ao prefeito Eduardo Paes sugerindo a regularização fundiária do bairro de Tubiacanga.

”É um importante passo urbanístico e ambiental para a região, tendo em vista sua expressiva população, estimada em 5 mil habitantes, e sua proximidade com o Aeroporto do Galeão. Acreditamos que a sugestão é fundamental para ampliar a cidadania dos milhares de habitantes atuais, promovendo a segurança legal da posse dos imóveis já existentes, em consonância com o ODS 11 da ONU”, explicou Francisco.

”Aplicando conhecimentos técnicos obtidos na universidade, elaboramos proposições que visam melhorar a qualidade de vida da população através de ações de simples execução”, complementou.

Respectivamente, Yan Monteiro, Severino Virginio e Francisco Victer

Vale ressaltar que, ainda segundo o estudo, a ação é benéfica para a operação do RIOgaleão, uma vez que Tubiacanga não representa prejuízos ao seu funcionamento e a atuação do poder público é capaz de preservar a harmonia entre bairro e aeroporto.

O DIÁRIO DO RIO tentou contato com a Prefeitura para comentar o assunto, mas, até o fechamento desta matéria, não obteve resposta. A reportagem será atualizada caso o Poder Executivo municipal se manifeste (conferir no fim do texto).

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