Famílias têm dificuldade para enterrar os seus mortos no Cemitério Municipal de Petrópolis

“Os corpos estão sendo levados para cova rasa e quando chove descem os ossos todos, misturam todos. É muito triste”, afirmou um morador da cidade serrana

Sepultura do Anjinho no Cemitério Municipal de Petrópolis / Divulgação: Prefeitura

Um dos cemitérios mais requisitados de Petrópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro, está deixando familiares de pessoas falecidas revoltados. Enterrar alguém no Cemitério Municipal de Petrópolis, no Valparaíso, está cada vez mais difícil pela falta de espaço.

Um morador da cidade disse que sepultar a sogra, na última sexta-feira (30), foi um grande desafio, uma vez que todas as gavetas da necrópole estavam ocupadas.

“Por muito custo, porque tinha uma burocracia, ela foi enterrada junto ao meu pai, já falecido; ficou na campa [na parte de cima do cemitério]”, contou Vitor Raymundo ao jornal Tribuna de Petrópolis.

Mas os problemas não param por aí. A falta de manutenção é outro desafio enfrentado pelos petropolitanos. Em razão da superlotação, muitos corpos são enterrados em cova rasa, e quando o chove os mesmos ficam a descoberto misturando-se entre si, como explicou Vitor Raymundo.

 “Os corpos estão sendo levados para cova rasa e quando chove descem os ossos todos, misturam todos. É muito triste”, afirmou o morador da cidade serrana.

Procurada pelo jornal, a Prefeitura informou que será realizada uma licitação para a construção de 180 gavetas novas, sendo 100 delas no cemitério do Centro, 50 em Itaipava e 30 em Secretário.

O poder público de Petrópolis destacou ainda que outras medidas de revitalização dos 7 cemitérios locais estão sendo tomadas, e que a necrópole do Centro tem passado por manutenção constante.

O Cemitério Municipal de Petrópolis fica na Rua Fabrício de Matos, no Valparaíso.

As informações são do jornal Tribuna de Petrópolis.

Advertisement

Comente

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui