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Dia 24 de maio comemoramos o Dia Nacional do Café. Em homenagem à bebida mais consumida no mundo, e que eu particularmente tenho um carinho especial, dedico a coluna dessa semana a esse grão tão poderoso.

O Brasil é o maior produtor mundial de café, posto que detém há mais de 150 anos. Assim como produzimos e exportamos em larga escala, também consumimos muito. Do café coado tradicional, surgem infinitas combinações e criações para gerar experiências sensoriais refinadas e interessantes aos amantes da bebida.

Com estudos cada vez mais aprimorados no cultivo, na colheita, na torra e na seleção dos grãos, temos cada vez mais apreciadores de cafés de alto nível e de excelente qualidade. Com certeza, um queridinho mundo afora!

Outro campo de estudo que não para de crescer, as pesquisas científicas a respeito dos benefícios do café para a saúde. São inúmeros os resultados positivos do consumo de café para o organismo.

Porém, me refiro a ele como polêmico, porque qualquer tipo de exagero pode gerar desequilíbrios. E nós brasileiros, tendemos a exagerar no consumo de café. Ao passo que o Brasil se tornou um dos países mais ansiosos do mundo, com altos índices de estresse e perturbações relacionadas ao sono, não podemos ignorar que a cafeína, substância abundante no café, pode gerar malefícios se consumida de forma excessiva.    

O café é um alimento termogênico, isto é, possui o efeito de acelerar o metabolismo e estimular a queima de gordura. Seu uso regular pode potencializar o processo de emagrecimento, facilitando a redução de gordura corporal.

Além disso, possui propriedades antioxidantes e efeito anti-inflamatório devido a presença de compostos bioativos, como a teobromina e o ácido clorogênico. Agem como um protetor cardíaco, pela influência no perfil lipídico, aumentando o HDL, o colesterol bom e reduzindo o LDL, o colesterol ruim. Ajuda na prevenção e controle da depressão.

A presença da cafeína faz do café um ativo potente na performance esportiva, garantindo maior resistência física em atletas, redução na percepção de esforço e diminuição da fadiga muscular. A cafeína também promove maior desempenho cognitivo, auxiliando no estado de alerta mental, com aumento do foco e da concentração.

O café é uma bebida amarga, e um dos grandes erros que vejo as pessoas cometerem é adoçar excessivamente, seja com açúcar ou adoçante. Ambos não fazem bem à saúde. O açúcar pode piorar ainda mais a ansiedade, gerar ganho de peso, propiciar quadros de resistência a insulina e diabetes. O adoçante desequilibra a microbiota intestinal e vicia o paladar no sabor doce.

Como dica para educar o paladar – escolha um grão de boa qualidade, de torra média, aqueça a água até ficar quente sem ferver, faça um café fraco para não ficar tão amargo.  Se você ainda não consegue tomar puro, reduza o consumo.  

Uma informação importante que poucas pessoas sabem, é que o café coado possui mais cafeína do que o café espresso, pois a cafeína é um molécula solúvel e quanto mais água passa pela filtragem, mais a cafeína é extraída do pó. O café coado também é rico nas substâncias bioativas, sendo portanto, a forma mais indicada de consumo. O café espresso é mais concentrado em sabor, com menor teor de cafeína.

A quantidade de cafeína depende do tipo de grão, do método de preparo e fortidão da bebida. A quantidade recomendada de cafeína é de 200 a 400mg ao dia. O conteúdo de uma xícara de 150ml possui cerca de 115mg de cafeína. Já uma xícara de café espresso de 40ml pode conter cerca de 77mg de cafeína.

Doses ideais para pessoas saudáveis variam entre 2 a 4 xícaras ao dia.  Evite o consumo após 16:00hs para evitar retardo no sono, já que a cafeína tem uma meia vida de 6 a 8 horas circulando na corrente sanguínea para metabolizadores rápidos. Para metabolizadores lentos, pode chegar até 12 horas de ação.

Cuidado se você sofre com ansiedade, estresse e insônia. O café pode agravar os sintomas e piorar o tratamento dessas disfunções. Alguns grupos como gestantes, lactantes, hipertensos, cardíacos, pessoas com anemia e problemas digestivos, devem limitar ou evitar o consumo.

Lembrando que a diferença entre o remédio e o veneno está na dose.

Aprecie seu cafezinho sem exageros!

Formada pelo Centro Universitário Newton Paiva - Belo Horizonte, com Pós graduação em Nutrição Esportiva Funcional pelo VP Centro de Nutrição Funcional - Rio de Janeiro. É Nutricionista do BNDES (Nutrendo), Consultoria Nutricional do Programa de Treinamento online Treinando em casa com o Rafa @personalrafamachado, , Nutricionista do Projeto Social Avante @projetoavante_ e Nutricionista parceira do N Comidas (marmitas saudáveis e balanceadas) @n.comidas_n.comidas

2 COMENTÁRIOS

  1. “café é uma bebida amarga”

    Depende. Tem pessoas que são excessivamente doces que podem ficar incomodadas.
    Eu que já sou amargo, então não tenho nenhum pouco problema com café. Salvo pela forte gastrite.

    “Como dica para educar o paladar – escolha um grão de boa qualidade, de torra média”

    Torra média é o mínimo. Eu eduquei o meu com clara e média clara. Mas se está falando de café, melhor ainda do que orientar a escolha da torra seria recomendar café especiais e fugir daqueles classificados como intenso.

    “o café coado possui mais cafeína do que o café espresso”

    O que se entende é justamente o contrário. Sua máquina de expresso está com problema.
    A moagem mais fina para o café expresso justamente significa que mais contato tem com a água. O coado passa sem mais pressão – só da gravidade. O turno é ainda mais fino.

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