‘Festival Museu Nacional Vive’ recebe público esperançoso com a reforma da instituição

Na sede do museu, os visitantes acompanharam apresentações artísticas e atividades educativas voltadas para as áreas da ciência, da cultura e da gastronomia

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Festival Museu Nacional Vive promove atividades educativas e mostra etapas da reconstrução, cinco anos após o incêndio., na Quinta da Boa Vista/ Foto: Fernando Frazão (Agência Brasil)

Após ter quase sido quase riscado do mapa fluminense por um incêndio de grandes proporções em 2018, o Museu Nacional volta aos poucos a ser o centro das atenções de cariocas e administradores. No último domingo (3), foi realizado o “Festival Museu Nacional Vive” para celebrar os cinco anos de reconstrução do espaço cultural, localizado dentro da Quinta da Boa Vista, no bairro de São Cristóvão, na zona norte do Rio de Janeiro.

Na Alameda das Sapucaias, que fica em frente ao Paço São Cristóvão, sede do museu, os visitantes puderam acompanhar apresentações artísticas, além de ter acesso a atividades educativas voltadas para a ciência, cultura e gastronomia.  Uma das atrações do foi a apresentação da Companhia Folclórica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com danças típicas do Estado do Rio, como o Boi Pintadinho, o Mineiro Pau de Santo Antônio de Pádua, os Cirandeiros de Paraty e o Jongo da Serrinha. A professora da Escola de Educação Física e Desportos da UFRJ, Eleonora Gabriel lembrou que o Museu Nacional desenvolve pesquisas na área de cultura popular há 36 anos, especialmente nos segmentos de dança, música e artes plásticas.

A celebração também contou com uma roda de conversa sobre a cultura do povo Iny Karajá, com a presença do líder da etnia, Sokrone Karajá. Na última sexta-feira (1), Karajá fez doações de peças indígenas à instituição, cujo acervo tem sido reabilitado pela instituição, segundo o professor titular do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social (PPGAS), João Pacheco de Oliveira: “O museu não perdeu as peças indígenas. O museu está reconstruindo as peças com os indígenas. É um museu construído com os indígenas”.

O diretor do Museu Nacional, o professor e paleontólogo Alexander Kellner, em entrevista à Agência Brasil, celebrou a realização do evento que, segundo ele, foi um grande sucesso. Ao veículo, Kellner disse ainda que a instituição montou uma barraca informativa sobre o andamento das obras de restauro da edificação.

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“Temos uma barraquinha especial aqui para as pessoas se informarem como estão andando os trabalhos de reconstrução, quanto dinheiro precisa, o que a gente já tem, quais são as dificuldades e as coisas positivas”, comentou o professor, acrescentando que o objetivo da instituição é ser inclusiva e promotora do diálogo entre a ciência e o púbico: “O conhecimento é fundamental. Nós queremos ser um museu de história natural e antropologia sustentável inclusivo que promova o diálogo e com o olhar da ciência leve as pessoas a refletir sobre o mundo que nos cerca ao mesmo tempo que nos leve a sonhar”, explicou o diretor.

Às famílias, Alexander Kellner fez uma promessa. Em 2024, quando o Museu Nacional completar 206 anos, Kellner permitirá que o público dê uma rápida olhada no interior da edificação para ver o que está sendo feito em seu benefício.

“As famílias estão de volta ao museu e anotem, ano que vem, em 6 de junho, quando o museu completar 206 anos, nós vamos abrir um pequeno cantinho em que as pessoas vão poder entrar no museu e ver como estamos cuidando dele, inclusive tem uma escadaria na parte central com uma baleia pendurada por cima”, adiantou Kellner.

O Museu Nacional tem abertura total prevista para abril de 2026. Na ocasião, as visitações ao bloco histórico e aos blocos 2 e 3 serão retomadas. Alexander Kellner destacou que a volta às atividades só será possível graças ao apoio do Governo Federal, a quem agradeceu: “Agradecer o novo olhar deste governo que entrou para com o Museu Nacional, porque nós vivemos situações complexas com o governo anterior. Estamos muito felizes com esse carinho que estamos tendo do governo federal, em especial, do Ministério da Educação”,reportou a Agência Brasil. 

O professor também disse ao veículo que pretende abrir um canal de sugestões para que a população opine sobre a realização de eventos no espaço.

“Tem sido um grande desafio de como a gente pode aumentar esse diálogo, inclusive nas nossas exposições. É algo que está em nosso horizonte e precisamos saber do público como gostaria de dialogar com o Museu Nacional. Uma das ideias que estamos pensando é dar a chance de o público visitar o museu, sugerir qual é a próxima exposição temporária. A maneira de fazer ainda estamos pensando, mas uma possibilidade é oferecer cinco possibilidades com uma sexta opção para a pessoa escolher e depois chamar algumas pessoas da [ideia] escolhida para participar da curadoria da exposição. É realmente a ideia de incluir as pessoas”, revelou Kellner.

As informações e a imagem são da Agência Brasil.

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