#ForaDosTrilhos: Tarifa social dos trens no Rio de Janeiro é mais cara que passagem normal em São Paulo

Em SP, a passagem comum custa R$ 4,40. A tarifa social no Rio é R$ 5. Nova série de matérias do DIÁRIO DO RIO vai falar sobre os problemas dos trens no estado

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Foto Cleomir Tavares / Diario do Rio

O DIÁRIO DO RIO começa uma nova série de matérias. O tema da #ForaDosTrilhos será o serviço de trens no Rio de Janeiro. Diversos temas serão abordados nos textos, destacando a importância deste meio de transporte para a população do nosso estado e expondo problemas. A primeira matéria fala sobre o valor da passagem.

Na próxima quinta-feira, 09/02, o valor da passagem de trem no Rio de Janeiro vai subir de R$ 7 para R$ 7,40. Quem tem o cartão de passagem cadastrado na função Bilhete Único Intermunicipal (BUI) continuará pagando a cifra atual de R$ 5, mesmo com o reajuste, pois a diferença será coberta pelo governo estadual. No entanto, comparando com o estado vizinho, São Paulo, até mesmo quem paga a tarifa social está pagando caro.

De acordo com prefeito da capital, Ricardo Nunes, e o governador eleito, Tarcísio de Freitas, o valor da tarifa comum de ônibus, trens e metrôs em São Paulo deve continuar R$ 4,40 este ano. Munícipio e Governo do Estado iniciaram conversas para manter o preço. A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) também sinaliza manter o valor das passagens.

No Rio de Janeiro, a tarifa social no Bilhete Único é destinada a usuários que tenham rendimentos até R$ 7.507,49 com idades entre 5 e 64 anos, independentemente de estar trabalhando carteira assinada ou não. Pessoas a partir dos 65 anos não foram incluídas, porque já recebem um RioCard Sênior, com passagens gratuitas e destinadas a idosos.

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De acordo com o Observatório dos Trens, caso fosse utilizado o cálculo da CLT, as passagens de trem no Rio de Janeiro deveriam custar R$ 1,75 (ida) + R$ 1,75 (volta), totalizando R$ 3,30 por dia. Os gráficos abaixo mostram detalhes do peso da cobrança no bolso dos trabalhadores fluminenses.

“É caro. Complicado para quem não ganha bem pegar trem todo dia e pagar uma passagem dessas. Poderiam dar um jeito de cobrar menos do trabalhador e oferecer um serviço melhor também”, pontua Márcia Garcia, moradora de Nova Iguaçu, que trabalha em um escritório no Centro do Rio de Janeiro.

Na próxima matéria da série #ForaDosTrilhos, o DIÁRIO DO RIO vai falar sobre os furtos de cabos, que atrapalham, a operação de trens no Rio de Janeiro e o que pode ser feito para resolver o problema.

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4 COMENTÁRIOS

  1. O Transporte do Rio é um lixo por anos, o dia que entenderem que um trabalhador chega em sua atividade laboratova com mais disposição a produtividade pode dobrar.
    Mas até lá escuto todos os dias no trem mais um dia vou chegar atrasado.
    Deixando assim o colaborador estrassado, ansioso, improdutivo, desanimado voltar no outro dia. Mas a grande massa é bolha do transportes não olham por esses vieses então o trabalhador vai sobrevivendo e às empresas também. Falho

  2. A reportagem gera desinformação ao não traduzir as causas da diferença das tarifas, especialmente i dato dos serviços serem privados (com subsídios) no Rio e públicos (inteiramente subsidiados no que a tarifa não cobrir) em São Paulo.
    Há questões de custos com segurança e reposição, extensão da rede e número de passageiros pagantes para financiar o sistema, a concorrência dos ônibus com tarifas menores (subsidiadas) e metrô com linhas sobrepostas.
    Não considerou as especificidades dos custos, regras contratuais, efeitos da pandemia sobre o fluxo.
    Desinformação tendenciosa do autor.

  3. Então se vão começar a fazer a série de reportagens, têm de comparar as coisas comparáveis. São Paulo mantém seu metrô e seus trens metropolitanos como empresas do governo. A tarifa mais baixa em SP esconde debaixo do tapete BILHÕES de reais em subsídios que não são clarificados ao povo, mas pagos por ele via impostos!! No Rio de Janeiro as empresas são privadas e aí a ALERJ e o Governo do Estado não querem (se quisessem, teriam posto no orçamento!) coçar os bolsos para chegar junto e sustentar tarifas menores.

    O errado é achar que oferecer metrô e trem é baratinho. Não é barato: sem ajuda, as empresas do RJ têm de cobrar a tarifa que cobram mesmo, nem relógio trabalha de graça.

    Ao Observatório dos Trens cabe fazer contas em cima dos contratos existentes hoje, que são a base jurídica. Pode propor soluções… Vai voltar o trem pro estado? No tempo da flumintrens era uma droga! Agora, fazer cálculo em cima do salário mínimo é jogar pra torcida, posar de caridoso. O trabalhador recebe a passagem no vale transporte e quem paga isso é o patrão.

    Ao Diário do Rio cabe não fazer esse tipo de manchete sem levantar o quê sustenta a tarifa de SP ser menor que a tarifa social daqui. A diferença de SP e RJ é a falta de vontade do governo do RJ em bancar subsídios, não é culpa de “gulodice” da SuperVia e/ou Metrô, afinal, a SuperVia está em recuperação judicial e o Metrô está dando prejuízo seguidos há uns 2 anos.

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