Dica boa para cariocas e turistas apaixonados por arte:

De 09 de novembro a 2 de fevereiro de 2020, O MAM abre suas portas para a exposição “Força Precisão Leveza – aço e criação artística”, onde se destaca o uso do aço como material na produção de três grandes artistas de diferentes gerações: Amilcar de Castro (1920-2002), Franz Weissmann (1911-2005)  Waltercio Caldas (1946).

A mostra propõe ao público uma reflexão sobre o uso do aço nas obras desses grandes artistas, seus diferentes processos e abordagens, e de que maneira eles desenvolveram questões como leveza, equilíbrio, geometria e matemática e percorrem um arco de tempo dos anos 1950 aos 2000.

Com curadoria de Franklin Espath Pedroso, as cerca de 30 esculturas – reunidas em uma área de 1.800 metros quadrados no segundo andar do Museu – pertencem ao Instituto Amilcar de Castro, Instituto Franz Weissmann, Waltercio Caldas, Pinakotheke Cultural, ao próprio Museu e à Coleção Gilberto Chateaubriand/MAM Rio, entre outros acervos.

Foto: Marcus Knoedt
Foto: Marcus Knoedt

Sobre os artistas:

De Amilcar de Castro estarão 11 obras, a mais antiga delas de 1955: “Shiva” (1955), que há décadas não era vista em exposições. Além do acervo do Instituto Amilcar de Castro, esculturas do artista pertencentes à Pinakotheke Cultural e à Coleção do MAM integrarão a exposição. Nos jardins projetados por Burle Marx, estará ainda uma escultura bem conhecida do público:“Sem título” (2000), doação feita ao Museu pelo poeta e crítico Ferreira Gullar. 

Curiosidade: Amilcar de Castro quase sempre utilizava placas densas e grossas de aço, dobrando-as com suavidade como se fossem simples folhas de papel. Ele fazia incisões como se fossem linhas e dobrava o aço. Com essas incisões criava os espaços vazios que às vezes o olho comum não é capaz de perceber em um primeiro instante.

De Franz Weissmann estarão as obras históricas “Coluna concreta” (1951/2003), um ícone da história da arte brasileira, e “Torre” (“Coluna neoconcreta I”, 1957),  além de “Sem título” (1957/2003), e outras das décadas de 1970, 1980 – como “Flor tropical” (1980) –, 1990 e a mais recente, “Espaço circular” (2004/2011). Weissmann é o artista brasileiro com mais obras em espaços públicos.

Curiosidade: Franz Weissmann, costumava trabalhar com placas de aço mais finas, mas nem por isso com menor força. Só que ele cortava e as unia com solda. São milhares de combinações num grande jogo de encaixes e repetições. Weissmann foi um dos grandes nomes do projeto construtivo brasileiro e sua obra é uma referência para muitos. 

De Waltercio Caldas estarão obras pouco conhecidas no Brasil, como “Mar de Exemplo” (2014), só vista no ano de sua criação no Sesc Belenzinho, em São Paulo, em aço inoxidável e acrílico e “O Incidente” (1995), nunca vista no Brasil. Complementam esculturas emblemáticas do artista que combinam aço inoxidável e fio de algodão ou lã, dos anos 1990 e 2000.

Curiosidade: As obras de aço de Waltercio Caldas são sempre muito bem polidas e de grande precisão. Muitas vezes ele as combina com outros elementos que aparentemente são opostos ao aço: um simples fio de lã ou algodão ou até mesmo o vidro. Meticulosamente planejadas e executadas, suas obras expõem bem sua narrativa poética. São excepcionais, de pura harmonia e plenas de significados. Obras que espelham admiravelmente bem o conceito norteador desta mostra: força, precisão e leveza.

Foto: Marcus Knoedt

Ao acolher a exposição “Força Precisão Leveza – aço e criação artística”, o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro celebra o ingresso da Ternium como sua mantenedora.

“Maior produtora de aço da América Latina, a Ternium opera, desde 2016, na cidade do Rio, sua maior unidade operacional, gerando mais de nove mil empregos e promovendo ações e projetos sociais no seu entorno”, apontam Paulo Albert Weyland Vieira e Henrique J. Chamhum, diretores do MAM.

A mostra tem ainda o apoio do IED (Istituto Europeo di Design), que desenvolveu a programação visual e, junto com o curador, o projeto expográfico.

Serviço: Exposição “Força Precisão Leveza – aço e criação artística”
Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro
Abertura: 9 de novembro de 2019, sábado das 15h às 18h
Até 02 de fevereiro de 2020
Lei de Incentivo à Cultura /Mantenedores do MAM Rio: Petrobras, Ternium, Ministério da Cidadania – Pátria Amada Brasil – Governo Federal.
Apoio: IED (Istituto Europeo di Design)
De terça a sexta, das 12h às 18h.
Sábado, domingo e feriado, das 11h às 18h.
Ingresso: R$14; estudantes maiores de 12 anos: R$7; maiores de 60 anos, Amigos do MAM e crianças até 12 anos: entrada gratuita
Quartas-feiras: entrada gratuita
Domingos ingresso família, para até 5 pessoas: R$14
Endereço: Av. Infante Dom Henrique, 85
Parque do Flamengo – Rio de Janeiro – RJ 20021-140
Telefone: 21. 3883.5600
www.mam.rio

  • Esta publicação é um publieditorial.

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