Fotógrafo cego realiza oficina de fotografia no Parque Lage

O workshop é aberto a deficientes visuais e a não-deficientes. Será a primeira vez que João Maia oferece um curso no Rio

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Foto: Divulgação

Na próxima quinta-feira (09/05), o Parque Lage vai receber uma oficina gratuita de Fotografia Cega, sob o comando de João Maia, primeiro fotógrafo cego a clicar os Jogos Paralímpicos, em 2016. O workshop é aberto a deficientes visuais e também a não-deficientes. Será a primeira vez que João oferece um curso no Rio.

“O objetivo é entender melhor a experiência física, sensorial e emocional de fotografar e despertar os outros sentidos. A fotografia é para todos, ela tem que ser inclusiva”, diz o fotógrafo, que cobriu também os Jogos de Tóquio, em 2021, e prepara as malas para sua terceira edição paralímpica, em Paris. A Cidade Luz, aliás, tem uma exposição com a obra de João em andamento, na Maison des Sciences Economiques (MSE).

Acometido por uma uveíte bilateral, João ficou cego em 2004. Ele se utiliza dos sons para guiar sua lente. Em oficinas e workshops que já realizou, utiliza vendas nos não-cegos para criar uma experiência sensorial. “Meu intuito é provocar os participantes a fazerem uma reflexão consigo e ter inspiração sobre a capacidade de transformação interna“, diz o fotógrafo, que dá aos alunos o desafio de cumprir tarefas fotográficas que lhes fazem enxergar o mundo além da visão.

A oficina acontece como parte de uma série de vivências fotográficas propostas pelo fotógrafo e produtor cultural Tiago Petirk, que começaram no dia 25 de abril e vão até 16 de maio, sempre às quintas-feiras, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage (embora as atividades não façam parte de sua programação regular). Em pauta, fotografia pinhole, fitotipia (impressão em folhas através da ação do sol), cianotipia e fotografia analógica.

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As técnicas alternativas de fotografia são um convite a uma pausa, a curtir o processo “lento” da produção de imagens. Hoje, com as câmeras digitais e os smartphones, estamos numa corrida frenética por gerar mais imagens, que acabam sendo descartáveis“, diz Tiago Petrik, que realiza o projeto através da Lei Paulo Gustavo, com recursos do Governo Federal, e selecionado no edital de Arte-Educação da Secretaria Estadual de Cultura (Secec/RJ).

O projeto tem a coordenação de Ana Paula Amorim e participação de Tiago Pedro Pereira, ambos fotógrafos com larga vivência no universo analógico. As  inscrições, gratuitas, podem ser feitas no formulário  disponível no link https://encurtador.com.br/aot16

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