Funcionários do Hospital Universitário Pedro Ernesto estão sem receber salários há quase dois meses

O mesmo aconteceu no início do ano passado. Trabalhadores ainda reclamam que quando o pagamento cai, vem com descontos que ninguém explica

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Foto Cleomir Tavares / Diario do Rio

Uma situação que se repete a cada ano. Em 2022 foi assim e em 2023 acontece novamente. Funcionários do Hospital Universitário Pedro Ernesto, localizado na Zona Norte da cidade, estão sem receber salários há dois meses.

De acordo com funcionários ouvidos pelo DIÁRIO DO RIO, a informação passada a eles é de que o pagamento será feito pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro, mas sem previsão de quando vai acontecer.

Os funcionários que estão sem receber são do Projeto dos 500 leitos, que foi uma ampliação que o Hospital fez. Antes, eram 400.

“Esse pessoal foi contratado sem carteira assinada e como contingente para atender o Projeto dos 500 leitos, tem várias categorias profissionais, como administração, fisioterapia, técnicos de enfermagem, enfermeiros, médicos”, diz uma funcionária que prefere não ser identificada.

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As reclamações dos funcionários não param por aí: “A gente só recebe essa ‘bolsa’ como pagamento, não recebemos nenhum outro auxílio a mais, vale transporte, refeição, licenças, nem férias. Mas descontam INSS e Imposto Renda. E dão só 15 dias como ‘férias’, disse uma funcionária que completou:

“Meu cartão de crédito já foi acionado Serasa, todas as contas estão atrasadas. E não temos retorno quanto a previsão de pagamento. Vamos receber o pagamento de janeiro em março e o de fevereiro deve vir para meados ou fim de março, nesse segundo pagamento (em datas próximas) sempre vem um descontão absurdo que ninguém sabe a explicação. Ano passado foi uns 400 reais a menos que eu recebi. As contas em atrasado já vêm com juros embutido, esse desconto deixa a gente de calça arriada porque a conta não fecha no fim do mês”.

O Hospital Universitário Pedro Ernesto ainda não se pronunciou sobre a situação. O Governo do Estado do Rio também não.

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3 COMENTÁRIOS

  1. nessa hora não aparece nenhum defensor da “iniciativa privada” ou do “estado mínimo”. servidores contratados sem preocupação com qualidade, treinamento, sem nenhum outro interesse a não ser atender interesses eleitoreiros. mas é muito fácil resolver, basta pegar um voucher” ou o “vale-consulta” e procurar o einstein….

    • José, a UERJ é pública, meu caro, quem contratou “sem carteira” pessoas despreparadas e sem qualificação foi justamente um órgão público (HUPE)técnico que “deveria” ser de excelência, é mais um argumento para defender o estado mínimo e a iniciativa privada, já que as universidades privadas não são sustentadas com dinheiro público. A UERJ foi usada pelo governo do estado para fazer política, basta pesquisar na internet e vc descobrirá, milhares de pessoas foram contratadas em projetos da UERJ, não trabalhavam, mas recebiam quantias na boca do caixa. Depois ainda existem pessoas que são a favor das universidades públicas, que não dão nenhum retorno para os bilhões gastos nelas, são meras escolinhas de terceiro grau.

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