Grande Rio é a campeã do Carnaval 2022

Escola da Baixada Fluminense conquista o título pela primeira vez em sua história

Acadêmicos do Grande Rio leva enredo sobre Exu para a Marquês de Sapucaí Foto: Brenno Carvalho

O Carnaval do Rio conheceu sua campeã! E é uma novata. Depois de bater na trave em 2020, a Grande Rio, escola de Duque de Caixas, na Baixada Fluminense, enfim conquistou o tão sonhado título com desfile celebrando Exu.

Com um desfile considerado histórico, a Grande Rio já ouviu os gritos de “É campeã!” antes mesmo de terminar de cruzar a Sapucaí. A vitória foi confirmada na tarde desta terça-feira (26/04) com 259.9 pontos garantidos nos nove quesitos.

Com Paolla Oliveira à frente da bateria e uma constelação de famosos espalhados pelas alas, incluindo os ex-BBBs Gil do Vigor e Camilla de Lucas, a Grande Rio também aproveitou o desfile para combater a intolerância religiosa no Brasil.

Destaque da apresentação da Grande Rio, a comissão de frente, trouxe uma representação de Exu se erguendo sobre o globo terrestre. O abre-alas trazia o mar como uma grande encruzilhada com barcas de Exu e assentamentos. Os carros alegóricos representavam locais significativos para a manifestação da entidade, de terreiros e casas de prostituição até mercados municipais.

Na umbanda e no candomblé, Exu é quem faz a comunicação entre os humanos e os orixás. É chamado para abrir caminhos e ajudar a superar dificuldades. Representado com roupas pretas e um tridente, é associado a uma imagem negativa ou maldosa, justamente o que os carnavalescos tentaram desconstruir.

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2 COMENTÁRIOS

  1. Em algumas letras de Zeca Pagodinho tem o Exu representado.

    Os nobres articulistas deste Diário do Rio poderia aproveitar o momento para escrever mais sobre religiões de matriz na cultura africana, das relações entre elas etc.

  2. Lendo um pouco sobre Orixas, Vodus, Inkises que no fundo são representações próximas.
    Nas mais diferentes manifestações da cultura africana saindo do continente da África para o mundo, a partir da colonização das Américas e da necessidade de manter ainda que clandestinamente já que a classe dominante cristãos europeus os perseguiam e pretendendo a conversão à força, resultou num sincretismo interessante (rico) para que pudessem assim cultuar… É assim com São Jorge que representa Ogum e outros.
    Salvo engano alguns países (acho Cuba) Exu representaria o menino Jesus.

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