Grito de SOS do Carnaval: Blocos de Rua clamam à Riotur

Um dos blocos da Liga da Sebastiana, o Carmelitas, não conseguiu permissão dos bombeiros a tempo e presidente da Liga apela por ajuda à Prefeitura

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O tradicional Blocos das Carmelitas, de Santa Teresa, no Centro, desfilou, nesta sexta-feira (17/02), sem a licença definitiva do Corpo de Bombeiros por causa de um atraso da nova gestão da Riotur. A denúncia foi feita pela própria presidente da Liga da Sebastiana, Rita Fernandes, que resolveu tentar clamar ajuda ao órgão para que os blocos não caiam na clandestinidade. “Ainda não conseguimos o do Barbas, por exemplo. E só hoje, na sexta-feira, liberei nove blocos como ‘Que Merda (sic) é essa?’, ‘Virtual’ e ‘Meu bem volto já’. Se eu não me engano, o ‘Bola Preta’ está na mesma situação. Precisamos que a Riotur nos ajude”, desabafa ela, que comanda a organização de mais de 10 blocos do Centro e da Zona Sul, incluindo o Suvaco do Cristo e Banda de Ipanema.

Segundo Rita, os alvarás e demais autorizações para os desfiles de órgãos como Bombeiros e Polícia Militar só podem ser solicitados após uma autorização prévia da Riotur para o desfile de cada e esta somente saiu no fim de 2022. Para ela, por conta de dezembro ter dois importantes feriados (Natal e Ano Novo), este documento deveria ser liberado, no máximo, no fim de novembro, para que se consiga dar prosseguimento junto com os demais órgãos e fazer eventuais correções para atender ao requerido. Ainda segundo Rita, os Bombeiros precisam de, no mínimo, 30 dias para entregar a documentação dos desfiles com trios elétricos ou estruturas. “Nosso credenciamento começa em agosto e setembro. Eles poderiam fornecer este documento já em novembro, mas, além do atraso para entrega, enfrentamos burocracias injustas, com grau de exigência aos blocos como o Carnaval de Sapucaí. É inadequado. Nos perguntam até sobre alegorias, que não temos. Tem que ser simplificado”, ressalta Rita, completando que quem está atualmente na Riotur não conhece Carnaval de rua.

Pedro Ernesto Marinho, presidente do tradicional Cordão do Bola Preta, mostrou que reconhece o dilema enfrentado pela líder da Sebastiana. “A Rita Fernandes tem autoridade para representar todos os blocos e se ela falou, é verdadeira a afirmação. Estamos todos com ela em prol da cultura e do carnaval de rua da Cidade Maravilhosa”, ressalta.

Até o fechamento desta matéria, a Prefeitura do Rio não se pronunciou sobre as questão dos blocos de rua.

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Formada em Comunicação Social desde 2004, com bacharelado em jornalismo, tem extensão de Jornalismo e Políticas Públicas pela UFRJ. É apaixonada por política e economia, coleciona experiências que vão desde jornais populares às editorias de mercado. Além de gastar sola de sapato também com muita carioquice.
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