Corcovado e o Pão de Açúcar - Cidade do Rio de Janeiro - Foto: Alexandre Macieira | Riotur

Estamos em março e as duas grandes datas para o turismo do Rio de Janeiro, Réveillon e Carnaval, já são passado. Longos meses terão que ser vencidos até que se atinja novamente o período mais favorável para o segmento. Em breve a temporada de cruzeiros, também muito importante para o setor e para a economia da cidade, se encerra. Em abril o Píer Mauá recebe o último navio do ciclo 2019/2020. Novos cruzeiros, só em outubro.



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Eis o problema do Rio, um calendário turístico amarrado em datas e em festividades. Ao longo dos anos muito se tem discutido sobre um calendário de festividades que incremente a vinda de visitantes durante todo o ano. Isto é bom? Sim, com certeza. Tudo que reforce a movimentação turística é sempre positivo. Entretanto, o que realmente falta ao Rio? Temos uma cidade com belezas incontestáveis. Ambientes para todos os tipos de turismo, exceto, é lógico, os de inverno, com neve. Porém, garanto que não nos fazem falta. Assim, de que carece o Rio? O que falta ao Rio? Somos obrigados a perguntar novamente.

Se temos atrativos naturais incontáveis, somos a capital mundial da arquitetura, temos ambientes de floresta e cidade moderna em um só espaço, possuímos locais para esportes radicais, turismo de aventura, ecoturismo, roteiros religiosos, históricos, entre outras modalidades, o que nos falta? Isto tudo sem deixar de lembrar que outros importantes atrativos, em cidades próximas, estão perto o suficiente para um passeio de carro, barco, helicóptero, na medida do que os recursos lhe permitirem.

Achou exagero? Bem, vamos lembrar: no Rio é possível, saltar de Parapente, Asa Delta, escalar, realizar trilhas leves ou pesadas, fazer Stand Up Paddle… ufa! Temos mais? Sim,  nossos museus e roteiros guiados pela cidade são encantadores. Ah!  O Rafting. (esporte de aventura de descida em corredeiras em bote inflável), é possível tirar um dia, dar uma escapadinha até três Rios, se divertir e voltar para Rio no conforto de um bom hotel, em outros programas não se gasta nem o dia. Por fim, temos, também, nossos famosos pontos turísticos, conhecidos no mundo todo. Deste modo, o que falta para o Rio?

Buscando uma resposta, olhamos os números da ABIH-RJ sobre ocupação hoteleira, média anual e mensal, dos últimos anos. Verificamos facilmente que janeiro é o mês mais forte, seguido por dezembro e fevereiro. Na outra ponta, como meses fracos, temos maio, junho e julho. Para análise estamos considerando os números a partir de 2016, quando se estabelece um novo quantitativo de quartos, com o aparelhamento para as olimpíadas. Chegamos até 2019, ano em que os números se tornam mais positivos e até os meses fracos ficam, positivamente, fora da curva. Contudo, a pergunta permanece. O que impede uma cidade tão completa em atrativos turísticos e sem grandes interferências climáticas, de manter uma ocupação mais homogênea durante o ano?

Para sermos mais claros, estamos falando de uma ocupação que fica, em média mensal, acima ou em torno de 70% nos meses fortes e 50% nos meses fracos, sendo que em 2017, em nenhum dos três meses fracos se atingiu 50%, ficaram abaixo desse patamar.

No entanto, não devemos deixar de analisar, posteriormente, os efeitos do aumento da oferta de leitos para a olimpíada e sua posterior redução no pós-evento, sobre os índices de ocupação. Afinal, taxa de ocupação não é número de turistas.

Assim, não descartando o calendário de festividades e grandes eventos, estão aí olimpíadas, Réveillon, Carnaval, entre outros, para lembrar o quanto são positivos, acreditamos no turismo de negócios, nas feiras, nos congressos e eventos temáticos, como rota para manutenção da taxa de ocupação em uma constante, mais linear e menos montanha russa. Trazem benefícios e não exigem grandes investimentos que os eventos mencionados acarretam. Além disso, divulgação, muita divulgação, afinal o Rio é muito mais que os seus famosos pontos turísticos.

As amplas possibilidades de turismo que o Rio proporciona necessitam maior divulgação e detalhamento. Necessitamos sair da imagem de carnaval e pontos já definidos. Isto significa explorar melhor os recursos que essa cidade maravilhosa oferece. Mostrar para o mundo como o Rio é um destino com muitos destinos, muitas possibilidades. Poderíamos dizer que a cidade é um destino completo.

Também devemos lembrar que nas pesquisas de satisfação realizadas com os turistas, tanto nacionais quanto estrangeiros, os indicadores de recomendação da cidade e de retorno para nos passeios são sempre altos. Entre turistas estrangeiros, segundo dados do Mtur, 95%, dos turistas afirmam que pretendem voltar, já o percentual de fidelidade (turistas que já estiveram no Brasil anteriormente) está em faixa de quase 52% para o destino RJ.

1 COMENTÁRIO

  1. Toscos governantes cariocas e brasileiros: vamos botar a caixola para funcionar, pois há muitos países no mundo que se sustentam só de turismo.

    Só não contaram isso para vocês, pseudo administradores, corruptos e salafrários, além de ineficazes e ignorantes – é muita desgraça junta num ser humano só !

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