Hectare de mangue é recuperado na Lagoa do Camorim

Primeira fase do projeto da Inguá já conta com mais de 9 mil mudas plantadas depois da criação de viveiro com 40 mil exemplares da vegetação

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Na manhã desta terça-feira, 16/05, a empresa de saneamento Iguá conclui o plantio de mais de 9 mil mudas de Mangue Vermelho e finaliza o primeiro hectare da vegetação recuperada nas margens da Lagoa do Camorim, com a presença do biólogo Mario Moscatelli. A ação tem o objetivo de revitalizar o principal corredor ecológico da região e integra os esforços e investimentos da companhia para a recuperação do Complexo Lagunar da Barra da Tijuca e Jacarepaguá.

“Vivemos o momento histórico do início de um círculo virtuoso de melhorias ambientais que tornarão o sistema lagunar de Jacarepaguá de maior passivo ao maior ativo econômico e ambiental do município do Rio de Janeiro. Eu garanto isso. Não estamos de brincadeira nem a passeio”, afirma o biólogo Mario Moscatelli.

O projeto de revitalização do Complexo Lagunar é a principal contrapartida ambiental prevista no contrato de concessão da Iguá e receberá investimentos de R$ 250 milhões. A concessionária realiza ações na região desde dezembro de 2021, quando deu início à limpeza das margens da Lagoa do Camorim, que já resultou na retirada de mais de 170 toneladas de resíduos, e ao cercamento de 5,2 km das margens da lagoa.

“Há pouco mais de um ano, a Iguá inaugurou um viveiro de 40 mil mudas de mangue com objetivo de contribuir, no curto prazo, com a revitalização do Complexo Lagunar, em paralelo a nossos projetos de expansão do esgotamento sanitário, que naturalmente serão desenvolvidos a médio e longo prazos. Esse investimento foi totalmente acertado e, hoje, temos muito orgulho de ver essa imensa área de manguezal em plena recuperação, resultando na retomada da fauna local nesse importante corredor ecológico que é a Lagoa do Camorim”, diz Lucas Arrosti, diretor de Operações da Iguá.

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Dentro das obrigações contratuais da Iguá está prevista a realização de dragagem, que irá retirar 2,3 milhões de m³ de lodo e sedimentos finos depositados nas lagoas, permitindo uma maior renovação hídrica. Em complemento a essas inciativas e atuando na causa do problema, a concessionária possui outros projetos especiais que contribuirão para a saúde do Complexo Lagunar. Serão investidos R$ 126 milhões na implantação de um cinturão de coletores de esgoto em tempo seco (CTS), estruturas que aproveitam a rede de drenagem no entorno do complexo lagunar para destinar os efluentes dessas áreas, que hoje chegam irregularmente às lagoas, para a estação de tratamento da companhia. Apenas um CTS reativado pela Iguá já impede o despejo de 8 litros de esgoto por segundo no Canal das Taxas, no Recreio.

A concessionária também realizará a expansão da rede de esgotamento sanitário, incluindo as áreas irregulares não urbanizadas, que receberão R$ 305 milhões de investimentos. A Iguá investirá ao todo R$ 2,1 bilhões ao longo de seus 35 anos de concessão.

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