História: a lenda da luz que ilumina e protege o Rio de Janeiro de invasões

De acordo com o lendário relato, enquanto a luz esteve acesa, a cidade do Rio se viu protegida de invasores

Foto: Arquivo Prefeitura do Rio de Janeiro. O Convento começou a ser construído em 1608

No alto do Convento de Santo Antônio, no Centro do Rio, existe uma luz. Essa luz, que pode ser vista de alguns pontos do Largo da Carioca e muitas vezes não é notada em meio à iluminação central da cidade, é farol para uma memória com cara de lenda, mas com algum respaldo histórico.

De acordo com o lendário relato, enquanto a luz esteve acesa, a cidade do Rio de Janeiro se viu protegida de invasões.

Em 1710, o então governador do Rio de Janeiro, Francisco de Castro Morais, concedeu à Santo Antônio o título de Capitão de Infantaria. A imagem do santo, no alto do Convento, tem iluminação quase permanente há mais de 300 anos. Antigamente, a luz se dava por velas ou lampião de óleo de baleia. Mais recentemente, por uma lâmpada.

Local onde fica a imagem do santo e a iluminação. Foto: Prefeitura do Rio

A iluminação tem sido mantida sinalizando que um guardião da cidade está permanentemente atento para protegê-la, desde o ano de 1710, quando ocorreu uma tentativa de invasão por franceses, comandada pelo capitão francês Jean-François Duclerc, e o Rio de Janeiro resistiu.

“Para comemorar a memória da vitória sobre os franceses e da proteção de Santo Antônio, a imagem do Santo taumaturgo foi colocada no frontispício da Igreja do Convento, e por estar exposta, o povo, sempre propenso a alcunhar as coisas, chamou-a de Santo Antônio do Relento. Durante os meses seguintes, o governador, os soldados e os moradores do Rio de Janeiro promoveram festejos como mostras de sua alegria ‘em ação de graças a Deus’ por retumbante sucesso, recebendo do monarca português, através de carta régia de 10 de Março de 1716, elogios e mostras de gratidão pelo valor com que defenderam aquela conquista dos seus inimigos”, escreveu o pesquisador Gerson Brazil, em História das ruas do Rio.

O Convento visto do Largo da Carioca. Foto: Prefeitura do Rio de Janeiro

No entanto, em 1711, o Rio de Janeiro sucumbiu após outra invasão francesa. O corsário Duguay Troin conseguiu tomar a cidade, causou muitas mortes, caos, prejuízos e, ainda, impôs que os próprios habitantes do Rio de Janeiro pagassem o resgate do “sequestro”. Contamos essa história aqui no DIÁRIO DO RIO.

Alguns relatos da época dão conta de que moradores do Rio garantem que o estrago seria maior se a imagem não estivesse iluminada. Outros dizem que não havia luz no santo protetor durante o ataque francês. Séculos depois, a imagem continua lá, no mesmo local.

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