Histórias das casas de Pixinguinha: de placa roubada em Ramos a Jacarepaguá com destino final em Inhaúma

Neste ano de 2023 completam-se cinco décadas da morte de um dos maiores nomes da música mundial: Pixinguinha. Em abril, mês de nascimento do gênio, o DIÁRIO DO RIO vai publicar algumas matérias de histórias ligadas ao músico e compositor e ao Rio de Janeiro

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Arquivo: Madureira: Ontem & Hoje

Neste ano de 2023 completam-se cinco décadas da morte de um dos maiores nomes da música mundial: Pixinguinha. Em abril, mês de nascimento do gênio, o DIÁRIO DO RIO vai publicar algumas matérias de histórias ligadas ao músico e compositor e ao Rio de Janeiro. Este primeiro texto vai falar das casas onde ele morou com sua companheira, Betty, estrela do teatro da Companhia Negra de Revista.

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Estátua de Pixinguinha perto da casa onde morou por 30 anos em Ramos: um carioca que marcou sua cidade (Foto: Oscar Valporto)

Depois de anos de aperto, já casado com Betty, Pixinguinha realizou um sonho do casal: em 1939 comprou uma casa no bairro de Ramos, mais precisamente na Rua Belarmino Barreto, nº 23. Para se livrar de uma vez por todas do aluguel, o compositor da música “Carinhoso” fez um acordo para pagar pelo imóvel uma quantia de 35 contos de réis, com uma entrada de cinco contos e o restante a ser pago a prestação. 

Quase dez anos depois, em agosto de 1948, Pixinguinha pagou a última prestação da casa.

No dia 30 de maio de 1956, a Rua Belarmino Barreto foi rebatizada com o nome de Rua Pixinguinha, por iniciativa do político Odilon Braga, um dos fundadores da União Democrática Nacional (UDN).

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20190429choro8 1087x800 1 Histórias das casas de Pixinguinha: de placa roubada em Ramos a Jacarepaguá com destino final em Inhaúma
Placa da Rua Pixinguinha: antiga Belarmino Barreto onde maestro e a mulher viveram por 30 anos foi batizada com seu nome em 1956 (Foto: Oscar Valporto)

“A festa de inauguração da placa teve direito a um palanque montado em frente à casa de Pixinguinha e discursos como o do prefeito do Rio de Janeiro, Francisco Negrão de Lima, que depois se aventura bebendo cachaça e tentando tocar pandeiro. No meio de toda a confusão, a placa desaparece (feito que depois seria reivindicado pelo pesquisador Lúcio Rangel, com sua mania de colecionar objetos dos grandes nomes da música brasileira). Foi preciso encomendar uma segunda, que seria afixada no muro com os dizeres ‘Rua Pixinguinha (musicólogo)’. Não se sabe quem foi responsável por qualificar Pixinguinha como ‘musicólogo’, mas é provável que a pessoa tenha tomado essa decisão (equivocada) por achar que ela daria mais status ao homenageado do que chamá-lo de ‘músico’, ou ‘arranjador’, ou ‘compositor'”, detalha o Instituto Moreira Salles.

Passando por dificuldades financeiras, em janeiro de 1969, Pixinguinha e Betty vendem a casa da Rua Pixinguinha e se mudam para uma casa de vila alugada na Rua Pedro Teles, 423, em Jacarepaguá.

No ano seguinte, as coisas pioraram. Pixinguinha e Betty tiveram que se mudar novamente, desta vez para Inhaúma, mais especificamente para o Conjunto Residencial dos Músicos, bloco 10, apartamento 101.

“Pixinguinha passou a ser vizinho de antigos companheiros de samba, como Bide e Bucy Moreira. Nas cercanias da nova residência, a Confeitaria Deise é eleita seu novo ‘escritório’, mas só nos fins de semana… De segunda a sexta, as idas ao Gouveia continuam sagradas”, mostra o texto do Instituto Moreira Salles.

Três anos depois da mudança para Inhaúma, na manhã do dia 17 de fevereiro de 1973, dois sábados antes do carnaval, Pixinguinha recebe em casa a visita do poeta e produtor Hermínio Bello de Carvalho, do fotógrafo Walter Firmo e do músico Eduardo Marques. “Conversam amenidades, ouvem música e, na hora da despedida, Pixinguinha chora. À tarde, veste seu terno marrom e sai de Inhaúma, acompanhado pelo filho Alfredinho, em direção à Igreja de Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, para batizar o filho de seu amigo Euclides Souza Lima. Como presente para o bebê, leva uma partitura manuscrita de Carinhoso. Porém, no momento em que se prepara para assinar seu nome no livro da igreja, Pixinguinha cai em pleno altar, fulminado por um infarto (causa mortis: arteriosclerose, miocardiosclerose, rotura de aneurisma da aorta abdominal)”, informa Instituto Moreira Salles.

A história da partida de Pixinguinha e a relação com Carnaval e Banda de Ipanema, contamos na próxima matéria.

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