Canecão

Um dos mais simbólicos e históricos palcos do Brasil, o Canecão está próximo de completar cinco décadas de vida. São muitas memórias para contar.

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Foi fundando em 1967, pelo empresário Mario Priolli, como uma grande cervejaria – por isso o nome “Canecão”. O projeto foi do arquiteto José Vasquez Ponte.

O espaço passou a ganhar força no cenário musical brasileiro em 1969, após o histórico espetáculo de Maysa, marcando o retorno da cantora aos palcos.

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Nos anos 1970, foi a vez de Chico Buarque, Vinícius de Moraes, Tom Jobim, Toquinho, Miúcha e tantos outros brilharem no palco do Canecão. Além de artistas internacionais.

Nos anos 1980, o chamado rock nacional invadiu o Canecão. Foram incontáveis apresentações de bandas como Barão Vermelho, Paralamas do Sucesso, RPM, Engenheiros do Hawaii, entre outras.

Contudo, uma das passagens mais marcantes da história da casa envolve o cantor Elymar Santos.

Elymar Santos 1985

Em 1985, Elymar empenhou um apartamento e um carro (seus únicos bens) e alugou o Canecão para uma apresentação, já que não era tão conhecido do grande público e não era convidado para cantar na casa. Conta-se que o valor era de 40 milhões de cruzeiros, o que daria, mais ou menos, 200 mil hoje em dia”, conta o historiador Maurício Santos.

Em meados dos anos 2000, o Canecão se viu lotado em apresentações da banda carioca Los Hermanos. Em 2009, entretanto, o espaço, após uma disputa judicial, passou a ser administrado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ.

Canecão abandonado

Desde então, o Canecão vem sendo utilizado como espaço de encontro cultural. Recentemente, ocupações com shows musicais e outras manifestações artísticas – algumas contra o governo Temer – acontecem na histórica casa.

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