História do Convento do Carmo

Vista do Largo do Carmo em 1818 por Franz Josef Frühbeck

Uma cidade colonizada por católicos europeus tende a ser composta por antigos prédios religiosos. O Rio de Janeiro não é diferente. Não mesmo. E muitas vezes as histórias se misturam, como acontece nas memórias referentes ao Convento do Carmo.

Tudo começou com Frei Pedro Viana, em 1589. Depois de fundar o Convento do Carmo de Santos, ele veio com outros carmelitas para o Rio de Janeiro. Então, eles receberam da Câmara a Capela de Nossa Senhora do Ó, localizada perto da antiga Praia da Cidade, que converteram em Capela da Ordem do Carmo.

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Já no século seguinte, em 1611, a turma dos carmelitas recebeu o terreno no qual começaram a construir o convento oito anos mais tarde. Com o tempo, algumas reformas se fizeram necessárias, mas a ideia de uma arquitetura simples e firme se manteve desde o início.

Com a chegada da corte portuguesa, no ano de 1808, as coisas começaram a mudar um pouco. Foi a partir desse período que o prédio perdeu a total vocação para religiosidade e passou a abrigar o poder político do país e outras instituições.

Nessa época, o Convento do Carmo foi confiscado e por lá foi alojada a Rainha Maria I de Portugal, a “Louca”, como era conhecida, viveu no local os últimos oito anos de vida.

Convento do Carmo na 7 de Setembro

No Convento do Carmo também se instalou o Real Gabinete de Física e o depósito do Palácio. Em 1810, a Real Biblioteca foi montada no terreno do Convento, num edifício pertencente à Ordem Terceira do Carmo. Daí começou a ser gerada a da Biblioteca Nacional do Brasil.

O conhecimento continuou presente no prédio do Convento do Carmo. Nas décadas seguintes, entre 1840 e 1896, a histórica construção abrigou o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.

Já no ano 1906, a fachada do convento foi redecorada em estilo eclético. Essas mudanças foram retiradas 54 anos mais tarde, em 1960, quando o edifício foi restaurado e tombado pelo IPHAN.

“Por muito tempo, o Convento do Carmo foi um dos maiores edifícios da cidade colonial. A história desse lugar é muito importante, diz muito sobre regiões que sofreram colonização ou influência de países guiados por, entre outras coisas, religiões” opina Camilla Braga, arquiteta e pesquisadora.

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