Na Zona Oeste da cidade, um museu se destaca por sua história e ideias. O Museu Bispo do Rosário, localizado dentro da Colônia Juliano Moreira, é um marco de memórias e arte.

Antes do Museu, foi formada a estrutura arquitetônica. Estrutura esta erguida em um dos mais antigos engenhos de cana de açúcar de Jacarepaguá, integrando inicialmente as terras do Engenho da Taquara. Em 1664, as terras onde hoje fica o Museu Bispo do Rosário, passaram a se chamar Fazenda Nossa Senhora dos Remédios.

No ano 1660, começaram as obras para a construção do engenho e da capela de Nossa Senhora dos Remédios. Ainda existem reminiscências da época e o núcleo original, que hoje faz parte do Núcleo Histórico Rodrigues Caldas.

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Quem passa pelo sítio da Colônia Juliano Moreira hoje em dia pode ver uma série de registros contemporâneos da época de funcionamento do engenho de açúcar. Ainda permeassem lá, a sede da fazenda, a Igreja Nossa Senhora dos Remédios, uma capela e algumas ruínas de outras construções, além do conjunto de canaletas e de um aqueduto – único bem tombado em nível federal.

A construção da Colônia Juliano Moreira se deu em 1920. Nesta época, ainda era chamada de “Colônia de Psicopatas de Jacarepaguá”.

O primeiro relato de museu na região é de 1952. O departamento para abrigar a produção artística dos ateliês de arteterapia foi criado e recebeu o nome de Egaz Muniz.

“Egaz Muniz foi o médico português criador da lobotomia. Uma cirurgia irreversível de secção no lobo frontal cerebral que era usada em pacientes agressivos, fazendo com que eles ficassem em estado semivegetativo”, destaca o historiador Maurício Santos.

Na década de 1980, o Museu passou a se chamar Nise da Silveira, consegrada psiquiatra que introduziu um novo olhar para o cuidado dos doentes mentais.

Em 2000, 11 anos após o falecimento de Bispo, a instituição altera o seu nome para Museu Bispo do Rosário, homenageando o principal artista de seu acervo.

Dois anos depois, em 2002, com as questões da reforma psiquiátrica já consolidadas, o então Museu Bispo do Rosário agregou “Arte Contemporânea” ao nome. Passou também a promover debates em torno da arte atual, gerando diálogos entre os mundos da arte e da loucura, que para muitas pessoas, andam juntos.

“A trajetória de alterações do nome da instituição acompanha as perspectivas do avanço no cuidado em saúde mental. Se, na sua origem, há um privilégio em homenagear o médico que inventou o método de silenciar os pacientes, num segundo momento, passa a homenagear a psiquiatra que percebeu que, por trás da loucura havia um conteúdo a ser revelado, para, finalmente, dar voz ao artista louco que em sua missão ressignifica o próprio mundo”, destaca a comunicação do Museu.

A partir de 2013, o Museu Bispo do Rosário Arte Contemporânea iniciou a construção de mecanismos de preservação dos temas que tocam a memória do local e o próprio museu.

 

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