História da estátua de Dom Pedro I na Praça Tiradentes

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Dom Pedro I na Praça Tiradentes

O centro do Rio de Janeiro esbanja história. Essas lembranças épicas aparecem de diversas formas. Uma dessas são os monumentos – que já são mais de 1.000 e esse número não para de subir. A mais antiga estátua da Cidade Maravilhosa é a que homenageia Dom Pedro I, na Praça Tiradentes.

A história do primeiro grande monumento erguido no Brasil começa, efetivamente, no ano 1854, no Rio de Janeiro, quando a Câmara Municipal, em sessão extraordinária, por ocasião do trigésimo aniversário da independência do Brasil, apresenta a proposta do Dr. Haddock Lobo de erguer uma estátua em memória de Dom Pedro, primeiro Imperador brasileiro.

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O monumento seria à Constituição do Brasil, promulgada em 25 de março de 1824 por D. Pedro I, a primeira do país. O local escolhido foi a Praça da Constituição, atual Praça Tiradentes, por causa de sua importância histórica. Foi lá que D. Pedro l jurou a Constituição Política do Império, no Real Teatro São João.

Aprovada na Câmara Municipal e pelo então imperador, Dom Pedro II – por isso há quem diga que essa homenagem foi, acima de tudo, um presente de filho para pai – os trabalhos para ver o monumento erguido começaram.

Em março de 1855 iniciou-se o prazo para apresentação dos modelos. No mês de junho, 35 ideias haviam sido enviadas. Além disso, o programa também iria escolher cinco membros para adotar as providências necessárias e regular a maneira de custear a execução da grande obra, além de indicar as suas principais características.

O projeto escolhido foi o “Independência ou Morte”, do brasileiro João Maximiano Mafra. Todavia, a ideia do francês Louis Rochet (que também chegou à reta final da disputa) não foi de toda descartada. Ele foi chamado para fundir o bronze do monumento.

Louis Rochet

Com uma larga experiência e internacionalmente conhecido na área, Rochet chegou cheio de propostas. Ao estudar a localização do monumento, o francês propôs algumas modificações no projeto, sendo a principal delas a adaptação do pedestal a um formato octogonal. Os trabalhos se iniciaram em 1859 e foi somente em 19 de outubro de 1861 que a peça principal chegou da França. Em 17 de novembro do mesmo ano, Luis Rochet também chegou ao Brasil.

Em 1º de janeiro de 1862, foi lançada a pedra fundamental, iniciando-se as obras do levantamento da estátua, como conta a arquiteta Vera Dias no site As histórias dos monumentos do Rio de Janeiro:

“A solenidade de inauguração estava marcada para 25 de março de 1862, mas, devido a um temporal, ela foi transferida para o dia 30, um domingo. Na data marcada, a população se concentrava na Praça da Constituição, à espera do Imperador D. Pedro II, que inauguraria a estátua em homenagem à proclamação da Independência do Brasil” disse Vera.

Relatos da época informam que Dom Pedro II abrigou-se da chuva no Teatro São Pedro de Alcântara, atual João Caetano, onde foram pronunciados vários discursos em presença do monarca, lembrando a glória do primeiro imperador do Brasil.

Depois de inaugurado, o monumento não escapou de polêmicas. As alterações de Rochet provocaram protestos no meio artístico nacional, em defesa do trabalho do brasileiro Maximiano Mafra.


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Além disso, no início do século XIX, a estátua foi apontada por dedos irados como afronta aos republicanos. Isso porque em sua estrutura são citados momentos importantes do império e da vida de Dom Pedro II (como o nascimento, os casamentos o dia do fico e outros) isso sem contar o brasão da família imperial.

Os republicanos até quiseram, mas não puderam derrubar o monumento. O que eles fizeram foi mudar o nome da praça. Se antes era da Constituição, passou a se chamar Praça Tiradentes. O que muitas vezes causa confusão nos mais desavisados, que acham que o homem homenageado montado no cavalo é o inconfidente mineiro.

estátua de Dom Pedro I na Praça Tiradentes 1

O monumento tem 15,7m de altura, sendo 3,30m da base de cantaria, 6,40m da coluna onde estão os conjuntos alegóricos e mais 6m da estátua equestre, tendo em destaque a figura de D. Pedro I vestido com o uniforme de general, com o braço direito levantado, representando o ato da independência.

Nas suas faces principais, abaixo da estátua de D. Pedro I, encontram-se alegorias que simbolizam a fauna brasileira, os índios e os grandes rios tupiniquins, como o São Francisco, Madeira, Amazonas e Paraná.

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2 COMENTÁRIOS

  1. “Além disso, no início do ‘século XIX’, a estátua foi apontada por dedos irados como afronta aos republicanos. Isso porque em sua estrutura são citados momentos importantes do império e da vida de Dom Pedro II (como o nascimento, os casamentos o dia do fico e outros) isso sem contar o brasão da família imperial.”

    No início do ‘século XX’. Corrija, por gentileza.

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