Matéria da Gazeta Mercantil.

Na quarta edição da pesquisa HotelBenchmark Global Ranking feita pela consultoria Deloitte em 160 localidades, , a primeira cidade da América Latina a aparecer na lista dos melhores mercados pelo índice de receita gerada por apartamento (RevPar) é o Rio de Janeiro, em 61º lugar. Dubai está em terceiro lugar, com um salto de 28 posições em seis anos, e receita média de US$ 199 por quarto de hotel disponível.

“As cidades brasileiras sempre estiveram fora da base da pesquisa, que são os 20 maiores mercados”, diz John Auton, sócio da área de Auditoria da Deloitte e especialista nos segmentos de hotelaria, turismo e lazer. “Mas temos que considerar que o Rio estava na 74ª posição em 2005 e teve melhora de 12,5% na taxa por quarto, para US$ 155.” Dos mercados latinos, é seguido por Buenos Aires (62º) e Cidade do México (70º).

“Os brasileiros têm poder aquisitivo médio inferior ao do europeu ou americano. Quando vai para a Europa, precisa buscar alternativas mais econômicas para pagar em euro. Assim é também natural que a tarifa média na América Latina seja inferior conforme a moeda local”, avalia.

Além disso, os principais mercados brasileiros, São Paulo e Rio de Janeiro, começaram este ano a recuperação de tarifas, que tem impacto direto na rentabilidade por quarto. “Entre 2001 e 2004, esses mercados enfrentaram um problema de superoferta na hotelaria, com flats concorrendo com as redes, uma prostituição do segmento que levou à redução de tarifas”, afirma. “Agora já há um certo equilíbrio entre oferta e demanda, o que leva aos reajustes.”

Em junho de 2006, a tarifa média no Rio (considerando principalmente redes internacionais, de categoria cinco e quatro estrelas) era de R$ 286 e passou para R$ 300 no mesmo período deste ano. Em São Paulo, a variação foi de R$ 157 para R$ 174. “São incrementos acima da inflação, de 5% e 10%, resposta ao aquecimento do mercado corporativo em São Paulo e de lazer no Rio.”

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