Imóveis à venda nas zonas Norte e Sul do Rio sofrem valorização de até 16,4%

A Tijuca é o líder na procura por compradores de imóveis. Em seguida vêm Barra da Tijuca, Copacabana, Recreio e Botafogo

Copacabana é sempre um dos destinos preferidos pelos turistas norte-americanos / Praia de Copacabana: Reprodução

Apesar do cenário de inflação alta, que impacta a taxa de juros incidente no mercado de maneira geral, o mercado imobiliário carioca registrou uma valorização dos imóveis à venda. Segundo um levantamento realizado pelo site Quinto Andar, o preço médio do m² construído registrou um acréscimo de 4,1% no segundo trimestre de 2022, no comparativo ao mesmo período do ano passado.

As regiões onde os imóveis sofreram maior valorização foram nas Zonas Norte e Sul da cidade, que registram acréscimos de 16,4% e 10,7%, respectivamente. Segundo o levantamento o valor do m², na Zona Sul, subiu para R$ 11.072. Já o preço médio do m², na cidade do Rio, está em R$ 5.115.

No movimento inverso, está o desconto das transações cuja taxa, no segundo trimestre deste ano foi de 4,9%, contra, 5,2% no mesmo período do ano passado, o que demonstraria um aquecimento do mercado.

O bairro da Tijuca, na Zona Norte do Rio, é o grande líder da procura pelos compradores de imóveis. Em seguida vêm Barra da Tijuca, Copacabana (sempre ela), Recreio e Botafogo. A sondagem verificou que, na hora de procurar um imóvel, o futuros compradores dão preferência a apartamentos de cobertura e com armários embutidos.

Para André Cyranka, da filial Sergio Castro Imóveis em Copacabana, a alta nos valores destes bairros é esperada e foi detectada pela sua equipe: “Copacabana é o bairro mais líquido da Cidade, na venda de imóveis usados. Barra e Recreio têm um volume de lançamentos novamente crescente, mas nos usados, ninguém bate a rotatividade e velocidade de vendas de Tijuca e Copa”, disse, comemorando a abertura da nova filial da tradicional imobiliária na rua Constante Ramos.

O Quinto Andar já havia informado, no primeiro semestre de 2022, que os aluguéis praticados no Rio de Janeiro, e, em São Paulo, sofreram um acréscimo de quase 10%, como repercussão da alta inflacionária nacional.

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