Centro do Rio por waynewhuang

É muito interessante o prazer que o brasileiro tem em pichar seu próprio país…. Principal figura da independência do país é mais famoso por suas amantes; Princesa mais famosa por ser carola; Presidente que construiu 75% das instituições republicanas é fascista; governo que incluiu maior número de miseráveis no mercado de trabalho e no mercado consumidor é ladrão. Sabemos qual é a rotina. Nada que é brasileiro parece prestar.

Este conceito tão infeliz afeta, também, o mercado imobiliário. Refiro-me `a questão do aumento da vacância de salas comerciais no Centro da Cidade. Não é segredo pra ninguém o grande renascimento experimentado pelo Centro do Rio nos últimos anos.

Prédios que se encontravam em ruínas foram retrofitados; terrenos subutilizados como estacionamentos imundos, muitas vezes ilegais, deram lugares a edifícios comerciais de fino trato; antigas sedes de empresa abandonadas se tornaram modernos edifícios comerciais. Tudo isto atraiu para o Centro muitas e muitas empresas que se haviam instalado em outros lugares, além de mais e mais profissionais liberais.

.rio reflexes @ rio downtown. por João Xavi

O índice de vacância nas salas do Centro chegou, em 2012, a cerca de 5%. Um dos mais baixos dos centros de cidades grandes do mundo. Isso levou a muitas construções novas, e a uma tentativa de centralização das empresas que ocupavam unidades em mais de um edifício; afinal, imagine que inferno deve ser gerenciar uma empresa que ocupa, digamos, 20 andares em 10 edifícios diferentes?

Isso ocorreu, notadamente, com a PETROBRAS. Ela entregou dezenas de imóveis que ocupava no Centro, e isso não tem p**ra nenhuma a ver com corrupção, quase-falência ou baixa no preço do petróleo! A Petrobras alugou um moderníssimo, sensacional, edifício, novo e lindo, enorme e muito maior do que os andares que ela ocupava antes, na Rua do Senado, o CENTRO EMPRESARIAL SENADO, construído pela W Torre. Com sua mudança para aquele edifício, QUASE UMA CENTENA de imóveis grandes, de 400 a 700m2, ficou vago, ao mesmo tempo. Isso, praticamente na mesma semana! É por isso que o índice de vacância aumentou.

Praça da Cruz Vermelha

Mas teve mais! E sim, senhor, não tem nada a ver com política essa parte também… Muitas das empresas que prestam serviço para a Petrobras (ninguém pode negar que o Rio de Janeiro depende fortemente de Petróleo e Telecomunicações) acabaram se instalando perto do novo edifício, o que está causando uma REVOLUÇÃO na chamada “Área da Cruz Vermelha”. Pra vocês terem ideia, uma loja que era um ferro velho (SIM, UM FERRO VELHO) foi alugada para as Lojas Americanas por R$ 60.000,00 mensais!

O que está se passando no Centro, hoje, é uma acomodação. O mercado está absorvendo aos poucos a metragem deixada vaga pela PETROBRAS (que se mudou) e pelo Grupo EBX (que… vocês sabem), razão pela qual o índice de velocidade de locação hoje mostra um panorama de locações lentas, e constantes. Só um completo imbecil poderia imaginar, por exemplo, que os 25 andares de 600m2 deixados vagos pela Petrobras no Edifício City Tower seriam absorvidos em 6 meses. Há, por exemplo, uma informação de que a INFRAERO está negociando 9 destes 25 andares, mas… E os outros? O mercado deve absorver paulatinamente.

Ao mesmo tempo, porém, que a locação das salas de 400-600m2 em edifícios com mais de 20 anos está lenta por conta desta acomodação, a procura por edifícios inteiros está enorme! A Nova Sede da L’Oreal, por exemplo, na Zona Portuária, já está alugada a eles, e o edifício nem pronto está! São quase 30.000m2 de escritórios alugados (praticamente) para uma só empresa. E a procura deste tipo só aumenta; muitas empresas grandes desejam estar sozinhas em um edifício novo, alugado a eles, mas não querem alugar estes andares vazios espalhados por aí.

Píer Mauá por Pietro Ferreira

Aí, depois de ler isso, vem um espírito de porco e diz: “então o resto do centro tá ferrado” ? Bobagem. O mercado de Lojas no Centro, por exemplo, está bombando como nunca. Hoje, loja em bom ponto no Centro aluga rápido, e por muito mais do que se fosse em Ipanema ou Leblon. É comum se ouvir de negócios fechados com um milhão, até dois milhões de luvas, nas principais ruas. Por exemplo, a rede Starbucks planeja abrir mais meia dúzia de lojas, só no Centro… Parece que a Di Santinni da esquina de Assembleia com Carmo foi alugada a eles por preço de ouro (hoje a Di Santinni já estava fechada – e um imbecil já dizia – “mais uma loja vazia, o Rio está falido” – enquanto o dono da loja deve estar contando uma mala cheia de dinheiro).

O mercado no Centro, de imóveis comerciais, é hoje um dos mais movimentados e ferventes de toda a cidade. Os negócios não param e quando passarem estes feriados todos, a coisa está se desenhando no sentido de um mercado forte e pujante para esta área histórica da nossa cidade.

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