Instituto Estadual do Cérebro realiza estudo pioneiro contra tumor maligno

Na pesquisa, que conta com a parceria da Universidade de Paris VI, especialistas isolam cada célula cancerígena para dar um melhor tratamento ao paciente

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Instituto Estadual do Cérebro. Foto: Marcelo Regua

Única unidade pública especializada em neurocirurgia do Brasil, o Instituto Estadual do Cérebro Paulo Niemeyer (IEC), localizado no Centro do Rio, realiza pesquisa pioneira de combate ao câncer através da reprodução de células vivas de tumor cerebral. A pesquisa conta com a parceria da Universidade de Paris VI, na França. Somente em 2024, o IEC realizou 10 mil atendimentos a pacientes no Sistema Único de Saúde (SUS). A unidade recebeu R$ 20 milhões do Governo do Estado para a ampliação das suas dependências.

“O Instituto Estadual do Cérebro é referência nacional. É um orgulho ter na nossa rede um hospital que atende com excelência a população e ainda se dedica à pesquisa científica. Isso é fruto do investimento do Governo do Estado. Com a construção das enfermarias no prédio anexo, no ano passado, a unidade dobrou a quantidade de pacientes atendidos. São vidas que estão sendo salvas. Nossas pesquisas deixam um legado para a ciência, extrapolando as barreiras do estado, tendo destaque internacional”, celebrou declarou o governador Cláudio Castro (PL).

No estudo, os especialistas retiram uma pequena parte do glioblastoma – câncer bastante agressivo e responsável pela maioria das mortes pela doença. Os médicos, então, montam uma cultura, em estufa sob agitação, e clonam o tumor vivo, como estava no paciente. Com isso, fica mais fácil analisar cada parte da célula cancerígena, e assim combater o tumor maligno, como destacou o diretor-científico do IEC e doutor em neurobiologia, Vivaldo Neto.

“Conseguimos separar as células que queremos trabalhar. Tratando célula de maneira isolada, podemos atacá-la e descobrir qual irá morrer, com o ataque de um vírus ou com o medicamento mais efetivo para combater o tumor”, explicou o médico, acrescentando que os testes de reprodução já estão sendo realizados em cobaias.

A unidade também realiza pesquisas contra tumores a partir do uso do vírus da Zika, e a presença de microRNA em pacientes com epilepsia medicamentosa resistente.

IEC atendeu 10 mil pacientes nos primeiros meses do ano

Nos primeiros cinco meses desse ano, o IEC bateu o recorde de consultas ambulatoriais realizadas: 10 mil – volume 80% superior ao mesmo período do ano passado, quando 5.532 pessoas foram consultas.

A ampliação da unidade, segundo a direção do IEC, favoreceu o aumento dos atendimentos. Com as intervenções, a unidade ganhou equipamentos de ponta, uma nova UTI pediátrica, enfermarias, ginásio de reabilitação com uma casa funcional e brinquedoteca. O encaminhamento para a unidade se dá através da Central Estadual de Regulação (CER).

“Depois da obra, criamos setores, como o especialmente dedicado à oncologia, que é muito importante para a unidade. Agora estamos na fase final da obra para a instalação de um acelerador linear, aparelho utilizado no serviço de radioterapia, utilizado em diversos tratamentos. A partir de setembro, os pacientes de oncologia vão passar pela quimioterapia e radioterapia dentro do próprio hospital, acelerando o tratamento”, afirmou o diretor-geral do IEC, André Pinto Gil.

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